terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Quando o "Zé do Norte" morreu

Eu estava guardando esse post pra algum dia. Não sabia qual seria esse dia, mas acabei de assistir a um vídeo (que posto no final), e me inspirei.

No dia 07 de julho de 1995 o Zé do Norte, meu pai, morreu.

Eu tinha 17 anos. Ele sempre dizia que quando eu fizesse 18, ele me daria o meu primeiro carro. Faltando 20 dias para isso, ele se foi.

A morte é algo natural, mas ao mesmo tempo não é. Fomos feitos para viver eternamente, a imagem e semelhança de Deus, por isso não a aceitamos. Ela rasga. Ela arranca um pedaço da gente. Enquanto ela visita a casa do vizinho, ela é triste. Quando ela entra na nossa casa, ela é dilacerante.

Nunca tive um relacionamento profundo com o meu pai. Talvez pelo alcoolismo dele. Ele nunca estava "são", sempre bêbado. E quando não estava bêbado, estava depressivo. Isso me dava muita raiva, eu o rejeitava por isso. Eu o queria tanto, que o rejeitava. Estranho isso, né? Mas era assim.

E por isso, eu nunca disse que o amava. Talvez quando criança, não sei. Mas conscientemente eu não me lembro. Mas eu o amava sim. Com todas as minhas forças. Era gostoso quando ele ria alto, de boca aberta. Era maravilhoso ver seus olhos marejados de emoção. Eles ficavam verdes, bem verdes.

Mas eram tão poucas as vezes que isso acontecia. O vício o roubou de nós. Fez com que ele sofresse seu primeiro infarto.

Sozinho em casa, desentupindo o encanamento do bar, que sempre dava problemas. Ele estava sujo de esgoto, passando mal. Subiu para casa e se deitou. Um menino da vizinhança, o Gil, mandado por Deus, foi até o quarto dele, não sei por que, e instintivamente fez a massagem cardíaca que o manteve vivo até a minha mãe chegar e chamar o resgate.  Cheguei do trabalho e vi o bar fechado. Minha mãe na janela, lá de cima me contou um pouco do que havia acontecido. Naquela semana eu fui visitá-lo no hospital. Ele estava diferente, sóbrio. O médico o deu alta e o proibiu de beber e fumar.

Dali até o segundo infarto, não lembro quantos meses foram. Sei que ele não tomava nem sorvete de "rum com passas", de medo. Mas não largou o cigarro. Mesmo assim, a partir dali, o vício começou a me dar um pai que eu nunca havia conhecido. Foi muito bom.

Até o segundo infarto, que o deixou mais um bom tempo internado.  Eu tinha uma folga na sexta-feira, mas ele receberia alta na segunda. Resolvi ir buscar as minhas lentes de contato, que já estavam prontas.

No domingo antes de receber alta, ele teve um segundo infarto. Eu estava na igreja, tocando bateria. Minha mãe foi chamada ao hospital, com urgência.

Enquanto cantávamos "O nome de Jesus" (Adhemar de Campos), fiquei sabendo que ele não estava bem. Cantei bem forte naquela parte "o nome de Jesus levanta os mortos, o ome de Jesus sara os feridos".

Me chamaram lá fora para entregar a prótese dentária dele, enrolada em um paninho. Mas ele não ficava nunca na vida sem aquela prótese. Ele havia acabado de falecer.

Nunca mais quis cantar aquela música "mentirosa". Ué, o nome de Jesus não é poderoso? Por que não foi dessa vez? Pensei.

Meu pai aceitou Jesus naquela semana.

Hoje eu entendo os caminhos de Deus. Ele tem ciúmes de mim, diz a Palavra. Ele levou meu pai pra bem perto dele. Lá, eu terei o meu pai, comigo, eternamente.

http://www.youtube.com/watch?v=x4QT6z2Du-c&feature=youtube_gdata_player

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Junior e o Amigo-Secreto

Antes de mais nada, um desabafo: eu não gosto de Amigo-Secreto. Só participo para não causar polêmica, e só no da família.

Isso não vem de agora, sempre foi assim, é um trauma de infância.  Mas, você deve estar se perguntando: "Por que, José de Arimateia???"

Bom... quando eu compro um presente para o meu amigo secreto, sempre compro algo que gostaria de ganhar (no caso de homem), ou peço opinião para a Juliana (no caso de mulher). Porém, ou as pessoas não gostam de mim, ou querem me sacanear, ou é porque tudo na minha vida tem que ser assim, cagado.

Quando era criança participei do meu primeiro amigo-secreto de escola. Fiquei super empolgado, comprei um jogo da Estrela, um "Jogo da Vida"(uma espécie de Banco Imobiliário só que mais simples). Sabe o que eu ganhei? UM TALCO ALMA DE FLORES. Sim, aquele azul, de velha, que a sua avó tinha no banheiro.

Outra vez, dei um outro brinquedo lindo, de marca também. Ganhei uma BIC 4 CORES (na verdade, TRÊS CORES, porque a verde não funcionava).

Para evitar erros, todo ano eu comecei a pedir que quem me tirar no amigo secreto DEVE me dar uma CAMISETA BRANCA SEM ESTAMPA DA HERING. Mais claro do que isso, só se eu mesmo for comprar.

Só ganhei uma vez.

Isso porque as pessoas me acham "descolado", aí querem dar algo QUE EU VOU ADORAR, tipo:



  • camiseta baby look verde limão com estampa auto-refletiva (com essa barriga enorme, imagine a cena).

  • macacão prateado

  • boné ultra incrível com taxas (estilo: cheguei em SP agora mesmo, pra tentar a vida)

  • calça com 487 bolsos (do mesmo estilo acima)

  • Mochila mega-colorida (uma vez ganhei uma assim, todas as cores eram fluorescentes. Fui no Zoológico com ela, e quando passei pela jaula do Leão, ele começou a urrar de ódio, colocar as patas para fora da grade, tentando me matar).

  • Livro de Piadas do ARI TOLEDO


  • óculos tipo John Lennon de lentes azuis (tipo do cara ridículo da banda KLB)
Vou parar por aqui. Mas uma coisa eu digo: o ano que eu tirar o meu nome no amigo-secreto, eu não vou trocar. E vou me dar O MELHOR PRESENTE DE TODOS OS AMIGOS-SECRETOS!






quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Eu nunca assisti "O Rei Leão"

Lembro que, quando lançou o filme, todo mundo foi ao cinema assistir. Foi uma febre, não só entre as crianças, mas entre os adolescentes de jovens da época.
Todo mundo comentava, cantava "Hakuna Matata", e eu entendia "Atum na batata", e pensava que a brincadeira da música era sobre alguma parte culinária do filme.
As pessoas cantavam, e eu ria, fingindo entender, pra não ficar deslocado.
Os comentários eram: "Você lembra daquela parte que o macaco levanta o leãozinho? Ah, eu chorei"... e eu: "Aham, é lindo mesmo!"... só pra não posar de looser.

Mas um dia resolvi assumir: "Eu nunca assisti O Rei Leão." Algumas pessoas riram, outras ficaram com dó. Mas nunca ninguém se dispôs a assistir comigo.

Cheguei a ver um trecho musical "O Rei Leão", quando fui à Disney (sou glamuroso) , mas até hoje, nunca assisti o filme  "O Rei Leão".
Fim


ps.: agora entrou outro na minha lista: "Procurando Nemo". Eu nunca assisti. Também.



quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Fui preso pela Polícia Federal Britânica no primeiro dia de casado!


Estavámos lá, a Juliana e eu, em nosso primeiro dia de casados, no aeroporto. Acabávamos de chegar em Londres, exaustos após 12 horas de vôo. Detalhe: a Maria, mãe de um amigo nosso, o Sandro que mora em Londres, estava com a gente, pois aproveitou a companhia pois não falava inglês (essa é uma outra história, que merece um post depois)

Como eu já tinha ido para Londres em duas outras ocasiões, conhecia bem como funcionava a imigração. Nem por isso estava tranquilo - como sempre, eu estava muuuito tenso.

Bem em frente aos guichês de entrada, tem umas cadeirinhas, onde eles colocavam as pessoas que seriam  DEPORTADAS. Eu estava morrendo de medo de "sentar lá, Cláudia". 

Pois bem, chegou a nossa vez. A Maria teve que ir sozinha para o outro guichê, mas eu pedi que tivesse uma intérprete de português para ajudá-la, antes dela ir.

No meu guichê, conversando no meu inglezinho mais sem-vergonha possível, falei que  havíamos nos casado na noite anterior e que estávamos em lua-de-mel, aproveitando para conhecer Londres.

O atendente da imigração, gordinho ruivo (que apelidei Cenourinha) não muito simpático (assim como boa parte dos britânicos), perguntou: "OK, onde está a certidão de casamento?". Logo respondi: "Nos casamos ontem no civil e religioso, e no Brasil demora cerca de 15 dias para a certidão ficar pronta".
"Mas, como você quer que eu acredite que vocês se casaram, se não tem nenhuma prova?". Retrucou o Cenourinha.

Eu fiquei sem saber o que falar. Quando de repente, MARIA sai do seu guichê e vem tentar conversar comigo. Foi a gota-d'água. A Polícia pegou a Maria pelos braços e a puxou. Cenourinha gritou: "Tirem essa mulher negra daqui!". Aí começou a bagunça....

"Quem é essa mulher negra?"Perguntou gritando o Cenourinha.
"É a Maria, que veio conosco para visitar seu filho que mora aqui", respondi.

O Cenourinha mudou de cor, tornando-se o Beterrabinha... e gritou: SENTEM-SE ALI NAQUELES BANCOS.

O que eu mais temia me ocorreu, como disse Jó. Sentamos nos banquinhos. Eu já coloquei a mão na cabeça (que vai começaaaar... o Rebolation-tion... não, não foi isso)  e me desesperei. "Eu não tinha falado pra você, Ju, que se a gente sentasse nesses banquinhos a gente ia ser deportado??? Pois é, LASCOU, FIA".

Ficamos ali por um tempo, até a fila de entrevistas acabar, e mais 2 pessoas (além da Maria), se juntarem a nós.

Dali, nos levaram para uma sala fechada por fora, sem conforto nenhum, gelada, sem comida, água, janelas, nada... ESTÁVAMOS PRESOS PELA POLÍCIA FEDERAL  BRITÂNICA.

Conosco estavam: Maria (mãe do Sandro), uma garota de programa e um evangélico que estava tentando a vida em Londres.

Dali para a frente, me separaram da Juliana. Tiraram fotos minhas em uma parede com marcações de altura, segurando uma plaquinha com o meu nome e dados de passaporte. Uma foto de frente, duas fotos de lado (esquerda e direita) Depois, me levaram para uma sala com uma mesa e algumas cadeiras, todas presas no chão por correntes.  Ali já estavam me esperando a agente da Polícia Federal Britânica e uma portuguesa, para ser intérprete. Já percebi que a  coisa ia ser pesada.

Depois de uma sééééérie de perguntas absurdas (você possui armas brancas, armas de fogo, material perfuro-cortante, drogas ilícitas, material explosivo, de conteúdo sexual e pedófilo em sua bagagem?), me levaram de volta para a sala. Antes que eu pudesse trocar uma palavra sequer com a Juliana, a tiraram da sala e fizeram o mesmo com ela...

Alguns minutos depois, volta a Juliana, e eu sou retirado novamente. Isso se repetiu por umas 8 vezes. Nesse meio tempo, eles levaram a GP (garota de programa), o evangélico e a Maria, para o "ensaio fotográfico"e entrevistas.

Detalhe que eu esqueci: toda a nossa bagagem, celular, carteira, dinheiro, documentos, foram retidos por eles. Só tinhamos as roupas do corpo (nem a dignidade a gente tinha mais).

Depois de 8 horas e muitas perguntas, gritos, humilhações, batidas na mesa (não batidas de beber, mas PORRADA mesmo.. a mulher era meio "Gadú"), a Juliana lembrou que tinha um recibo de aluguel de som, para a festa, dentro de sua bolsa de mão, assinado, com a data e com o nome dela. Eles aceitaram!!! Por um milagre fomos liberados, Juliana e eu.
A garota de programa estava no aeroporto errado (estávamos em Heatrow, e ela deveria ter ido para Gatwick) e foi liberada,  o evangélico mentiu que estava só indo passear, que queria conhecer a TORRE EIFFEL em Londres, e foi deportado...

Mas... e a Maria? A Maria tinha levado um pacote IMENSO de cigarros, e ficou uma horinha a mais do que a gente, pra tentar se explicar... o cigarro foi detido.

Já tendo uma crise de pânico lá fora, vemos a Maria, cansadíssima, aparecer na nossa frente. Chorei até.

Mas, enfim, não precisamos voltar para o Brasil perdendo uma baita grana. Iríamos, enfim, curtir nossa Lua-de-Mel em Lodres!! (sem a Maria, que foi para a casa do Sandro!!!)




terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Minha avó morreu de SEXO

É sério gente. A minha avó paterna morreu assim. De sexo.

Deixa eu explicar. Meus avós moravam na Paraíba, e tinham um sítio. Lá a coisa é super tranquila. As pessoas almoçam no horário normal, descansam depois do almoço... como o Senhor planejou para os seres humanos normais.

Acontece que, um dia depois de um almoço bem gostoso, meu avô resolveu dar uma "namoradinha com a véia"... "ressuscitar o couro"... ou qualquer outro adjetivo que você queira dar para sexo na terceira (ou quarta, sei lá) idade.

Pois bem, eles foram dar uma ressuscitada no couro logo após o almoço, sem pausa! Aí a véia começou a ter um treco, e o meu vô pensou que tava "abafando", como nos velhos tempos.

Aí o meu vô percebeu que estava levando a minha avô "para as nuvens"(só que literalmente).

Correu, chamou a ambulância, só que era tarde demais. Ela *subiu no telhado.

Parece que eu não tenho sentimentos, mas zoar com a própria desgraça é costume da minha família.

Só fico tentando imaginar: Será que ela morreu sorrindo?


*para quem não vive no planeta e nunca viu essa brincadeira: "Ela morreu". 

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Lisa Highlander - uma cachorra "dura de matar"

Minha mãe tem uma cachora chamada Lisa. Elisabeth Fernandes da Silva é o nome completo. Ela é uma mistura de labrador com "pooch"(joga no google tradutor).

Pois bem, a Lisa tem todo aquele temperamento de labrador: desesperada, agitada, brincalhona... um dia a minha mãe vê gotinhas sangue no chão  e descobre que ela está com uma coisa estranha "lá atrás"... levou no veterinário e veio o diagnóstico: câncer no útero. Tadinha, né... e não tinha muito o que fazer mais, ela ir pra casa e esperar...

Só que ela nem ligava. Ficava lá pulando, agitadíssima, como se nada tivesse acontecendo. O mais engraçado é que parece que ela achava legal aquele "novo adereço"que ela carregava na "titcha"dela. Quando chegava gente em casa, ela fazia questão de mostrar o "acessório novo". Aí fedia, era uma coisa de louco. A situação tava ficando insustentável, até que um dia ela estava muuuito mal e a minha mãe pensou: vou chamar a Zoonose pra levar ela, pra sacrificar, sei lá... ela tava nas últimas. Minha sobrinha Clara falou: "Vó, deixa eu orar por ela. Mas tem que ser com a mão na cabeça."Minha mãe não queria deixar, mas cedeu ao pedido da Clara, que fez uma oração fervorosa, digna de Pr. Romualdo.

Em seguida, ligou para a Zoonose e eles vieram recolher a moribunda. Quando o cara chegou, perguntou: "Cadê a cadela que a gente vai levar pra sacrificar?"Minha mãe, toda triste, foi abrir o portão dos fundos, onde ela ficava. Ao abrir, ela vei correndo, toda serelepe, pulando, e latindo.

O cara perguntou: "É essa cachorra cheia de vida que você quer que eu leve pra sacrificar?". Minha mãe não sabia mais onde enfiar a cara, pois o cara podia pensar que ela estava mentindo!

No final, o cara foi embora sem levar a Lisa. E a minha mãe ficou morrendo de vergonha!

O tempo passou e...  A LISA ENGRAVIDOU. É isso mesmo que você leu. Engravidou com acessório e tudo. Teve os filhotes normalmente e foi um sufoco aquela cachorra cheeeia de crias.

Minha mãe já estava conformada com a "não morte"da Lisa. Foi quando, um dia, um pitbull da vizinhança se soltou e foi direto para a minha casa, atrás da Lisa.

Foi uma gritaria só, a Lisa tentando se salvar e o cachorro mordendo ela. Até o "assessório"dela foi mordido pelo cachorro-possuído. Meu vizinho apareceu com um pedaço de pau enorme e deu na cabeça do possesso, e ele fugiu. Minha mãe nem queria ver como ficou a Lisa, que estava escondida num cantinho assustada. Ao sair do cantinho, mais calma, minha mãe foi verificar como ela estava e... ELA SÓ TINHA ALGUNS ARRANHÕES NAS PATAS!!!

Incrível, né... mas pensa que parou por aí? Nããão!!!

Um dia, a minha sobrinha Bianca estava voltando da escola, quando escuta um barulho de carro... quando vai olhar, a Lisa tinha acabado de ser atropelada e o "bandido"fugiu. Ela disse que o carro passou por cima da Lisa e nem parou pra ver o que aconteceu.

Só ficou a Lisa lá, no chão, sem sinais de vida aparentes. A Bianca pegou a Lisa no colo e subiu as escadas, chorando e gritando: "A LISA MORREEEEEEEEU".

Minha mãe saiu assustada para ver, e realmente, Lisa estava mortinha no colo da Bianca. Ficou triste, mas de certa forma aliviada. Agora sim, Lisa descansaria...

LEDO ENGANO, LEDA NAGLE






A Bianca deixou  a Lisa desacordada na casinha dela, mas dali a alguns minutos... LISA SE LEVANTA, RENASCIDA DAS CINZAS, COMO UMA FÊNIX!

Não quebrou nenhum osso, não tinha dor, nada. Estava lá, INVICTA!

Minha mãe ficou revoltada. Ligou para a Zoonose e mandou eles voltarem pra levar a Lisa embora, porque disse que o coração dela não ia aguentar mais um susto desses. Eles responderam que só poderíam levar a Lisa se ela estivesse nas últimas, o que não era o caso.
Minha mãe perguntou: "E se eu pegar um carro e largar ela bem longe, em outro bairro, no meio do mato, sei lá?"
Eles responderam: "Você pode pagar uma multa de 1 salário mínimo ou, dependendo do que acontecer, até ir presa".

E a Lisa continua lá, com seu acessório ingrato, esperando o outro encontro com a morte.


UPDATE!


Complementando a história da Lisa acima, teve uma outra história bem legal.

Uma vez que a minha mãe prendeu a Lisa, quando ela tava "no cio", pra ela não engravidar. Realmente ela não engravidou. Mas ela ficou tão depressiva, tão depressiva, que um dia encontrou uma boneca "XUXINHA" da minha sobrinha, que vc aperta e ela faz um barulhinho... E DECIDIU QUEELA SERIA O FILHOTE DELA.
Ela andava com a Xuxinha pra cima e pra baixo, carregando na boca, e não deixava ninguém se aproximar! E uma outra vez fez a mesma coisa, mas com DOIS PÃEZINHOS DUROS!



quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Junior no banheiro

Tem coisas que só acontecem comigo. Essa é fresquinha, aconteceu a poucos minutos.
Trabalho no Engenho Central, em um casarão antigo do final do século XIX, com janelas enoooormes, arquitetura francesa.  Inclusive no banheiro.

Foi quando resolvi ir ao banheiro, combo 2. Olhei para aquela janela enorrrrme, por onde entrava uma luz incrível do Sol. Pensei: tem coisas que só esse casarão pode proporcionar, como fazer o número 2 com a janela aberta, ouvindo os pássaros e vendo a linda floresta ao fundo. (Como eu disse, a janela é bem grande e alta, então se passar alguém não consegue ver ninguém dentro do banheiro... se PASSAR alguém.

Só que, se ao invés de PASSAR, essa pessoa resolver BATER NA JANELA e tentar levantar a cabeça pra te ver, e gritar: "ô, MOÇA, por favor... você pode me dar um rolo de papel higiênico, porque o meu acabou?".

O que estragou tudo foi só o 'MOÇA".

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

(TOP POST) Matou um cara e me deu uma carona

Como fiquei muito tempo sem postar, resolvi contar uma das minhas melhores histórias (ps.: ao ler "melhores histórias", entenda que vem coisa cabeluda nas linhas abaixo!).

Meu pai tinha uma Casa do Norte no Jardim Macedônia, um dos bairros barra-pesada de SP, e eu sempre ia trabalhar com ele depois da escola. Na época eu tinha 8 anos, e pegava ônibus sozinho pra ir até lá, passava por baixo da catraca, e ninguém falava nada, nem me impedia de entrar no ônibus - pra você ver o "NÍVEO".

Pois bem. Na época, meu pai estava em um vício incontrolável de jogar baralho. Passava o dia todo jogando, e essa jogatina ia até as madrugadas. Eu, que estudava as 7h da manhã, ficava nos fundos da Casa do Norte, dormindo em cima das sacas de farinha, feijão, etc...

Já passava das 2h da madrugada e acordei assustado, sem saber onde eu estava. Levantei e vi meu pai jogando baralho com alguns caras, entre eles o TARZAN (guarde esse nome). Cheguei perto dele e falei: "Pai, vamos embora, eu tô cansado"... ele mandou eu deitar de novo, que logo a gente ia embora... só que eu era um brasileirinho, não desistia nunca, e comecei a chorar e reclamar. Foi o fim. Eles se enfezaram e resolveram deixar o jogo para amanhã. Só que o meu pai estava sem carro, e aquele horário não tinha mais ônibus. O Tarzan, solícito, disse: "Pode deixar que eu levo vocês em casa". 

Ok, já tinhamos carona. Peguei um saco com uns mantimentos para levar para casa, e meu pai já mandou que eu entrasse e esperasse no fusca vinho do Tarzan. Cansado, arrastei o saco até o carro e entrei, quase dormindo. Olhei para fora, procurando o meu pai, e ouvi o Tarzan dizendo para ele: "Vai entrando no carro, Zé, que eu vou conversar com meu amigo aqui rapidinho". O amigo em questão era um negão bem forte, dentro de uma brasilia branca, estacionada atrás do fusca vinho. 

Meu pai não questionou nada, só entrou no carro. Olhei pra trás, com muita raiva do Tarzan, que ficava enrolando a gente... QUANDO DE REPENTEEEEEEEEEEEEEEEEE (esse de repente merece esse monte de "e". Merecia também umas luzes de neón piscantes, por que é de repente forte mesmo): o Tarzan tirou uma arma da cintura e começou a atirar no negão. Disparou toda a arma na cabeça do negão, passou para o lado do passageiro, puxou a cabeça do negão e ainda deu um monte de coronhadas!
Eu, dentro do carro do assassino, vendo tudo ali, a pouquíssimos metros de distância, fiquei em estado de choque. Não consegui me mover, gritar, me esconder, me virar. Nada. Meu pai me puxava pelo braço e dizia: "Sai do carro, sai do carro que o Tarzan vai ter que fugir". Mesmo assim, fiquei lá durinho, estático.

Não deu tempo nem do meu pai me puxar. O Tarzan veio em nossa direção e falou: "Entra aí, Zé, que eu vou te levar em casa". 

O meu pai falou: "Não, Tarzan, pode fugir. A gente se vira".
O Tarzan respondeu: "Imagine que eu vou fazer um absurdo desses! Eu falei que ia levar, eu vou levar. Sou homem direito!!!!"(só se fosse DESTRO mesmo, pq direito....).

Pegou no ombro do meu pai com a mão cheia de sangue e de miolos e empurrou meu pai para dentro do carro.  Levou a gente até em casa como se nada tivesse acontecido. Eu, em choque, calado, dentro do carro.

Ao chegar na frente da casa da minha mãe, desci do carro, e o Tarzan ainda pegou na minha cabeça, desarrumando o meu cabelo, abaixou na minha direção e disse: "Desculpa aí, viu, baixinho!". Sorrindo.

Fiz que sim com a cabeça e comecei a subir as escadas da minha casa. MUDO. Bati na porta da cozinha e quando a minha mãe abriu eu gritei: "MATOOOOOU!! Matou, matou, matou ele, matou, mãe!!!""
A minha mãe já saiu gritando: "Ái, meu Deus, mataram o Zé"... foi descer a escada e viu meu pai subindo.  Voltou toda vermelha em minha direção e me deu uns tapas: "Menino mentiroso, quase me matou do coração."

Meu pai me defendeu, e explicou toda a história para ela, que me acarinhou e se desculpou.

Dois dias depois saiu o Jornal Notícias Populares (aquele que a gente espreme e sai sangue), com a nota: "Homem morto com 30 FACADAS em frente a Casa do Norte, em SP". 

Fiquei com raiva, muita raiva. Não foi faca, foi tiro.




domingo, 31 de julho de 2011

AJUDE O ZÉ DO NORTE A GANHAR UM IPAD!!!!!

Pessoal!

Estou concorrendo a um iPad no Facebook! Se vc tem facebook, por favor, me ajude, "curtindo" a minha foto.

É rapidinho:

Siga esses passos:
 1 - curta a página da UMC nesse link:
https://www.facebook.com/universidadeumc


Prontinho!!! Quem sabe eu ganho??? Conto com vocês!!!!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

33 anos.


33 anos.
Estranho como essa idade tem um significado tão forte. É a chamada "idade de Cristo", por Ele ter morrido na cruz com essa idade. Antes de completá-la, eu ainda brincava que "já dava pra morrer na cruz".
Porém ontem, ao completá-la, me veio uma espécie de "noção de importância". Passou pela minha cabeça: "Poxa, eu já tenho 33 anos.  Pensava que com essa idade eu já seria um chefe de alguma coisa, ou um "grande empresário", ou coisa do tipo. Mas não sou. "

Tive, inclusive uma sensação de que, como todos falam que sou inteligente,      exerço uma certa influência no meio das pessoas em minha volta, "alguma coisa tinha feito de errado".  "Acho que não dei certo, não fui bem-sucedido". Esse pensamento foi logo substituído por outro, que creio claramente, que foi Deus falando comigo:

Jesus, aos 30 anos começou seu grande ministério. Curou pessoas, mudou vidas, e exerceu grande influência no meio em que vivia. Um simples carpinteiro. Aos poucos, uma grande multidão o  seguia. Aos 33,  já não era mais um carpinteiro. Porém, não era um grande empresário, bem-sucedido financeiramente. A Bíblia nos diz que Ele "não tinha onde repousar a sua cabeça".

No auge de sua carreira, viveu o topo de sua jornada nessa terra: a morte em uma cruz. Uma morte que não foi derrota. Uma morte que marca vidas até hoje. Uma morte que trouxe vida eterna a toda uma humanidade.

Jesus morreu aos 33. Ontem eu fiz 33. Sinto como se fosse responsável por fazer com que Jesus ainda caminhe nessa Terra através de mim.

Que eu faça os 34, 35, 36, 80, 90 anos que Jesus não completou como homem na Terra.

Esse é o meu papel.

Obrigado, Jesus!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

"O homem-das-cavernas-assassino-das-correntes-pesadas, e seus companheiros maquiavélicos".

Onde eu morava tinha um cara, dono de bar, que parecia um homem das cavernas. Todas as crianças do bairro tinham medo dele. Ele tinha um cabelo desgrenhado, enorme (para cima), tipo um black power (só que podre). Dentes estranhos, tortos, amarelados e cheios de tártaro. Tinha uma barba enorme. Enfim, ele era horrível. Nem sei até hoje, como as pessoas frequentavam aquele bar.

Uma vez, tinha acabado a energia elétrica no bairro, e ficamos eu, a minha irmã Eliane, a Sheila (bem magrelinha, de dentes enormes) e a prima da Sheila, a Helena (gordinha), sentados na escada de casa, conversando...

A noite foi chegando, mas a energia não... tudo estava ficando muito escuro. A minha casa ficava bem no final de uma grande subida, e a gente adorava ficar olhando as pessoas e carros que passavam por ali.

Vimos surgir no meio da escuridão o tão temido "homem das cavernas".  Ele foi subindo, e aos poucos vimos que ele não estava sozinho... estava com mais dois homens.

A gente já começou a ficar apreensivo com aquela visão monstruosa, quando vimos que ele trazia nas mãos uma corrente, daquelas grossas e pesadas. O barulho das correntes, enquanto ele subia, ficava mais perto. A gente começou a torcer que ele virasse a rua e continuasse o seu caminho, mas ele foi se aproximando, aproximando... quando DE REPENTE, ele gritou: "Ô"!!

Não deu tempo nem do cara terminar a frase, a gente deu um grito, e subiu correndo as escadas. Olhamos para trás e vimos a Helena ainda sentada, em estado de choque. Parecia aquelas coisas de filme de terror, que sempre uma menina morre antes de todos os outros...

A gente gritava: "Helena, sobe!!! Helena, você tem que se salvar!!!! " Mas a Helena, bem gordinha, não esboçava nenhuma reação.

Pensamos: "meu Deus, vamos ter que deixar a Helena morrer... mas foi ela que escolheu. Antes ela do que eu".

E deixamos a Helena para trás, entregue à própria sorte.

Entramos em casa correndo, mas QUEM DISSE QUE A GENTE CONSEGUIA ENCONTRAR A CHAVE DA PORTA??? No desespero, começamos a arrastar o fogão, geladeira, armário, tudo para a frente da porta, para nos livrar do "homem-das-cavernas-assassino-das-correntes-pesadas, e seus companheiros maquiavélicos".

A minha mãe não entendia nada, e a gente não conseguia explicar. Só conseguíamos chorar pela morte da Helena, que tinha acabado de ser assassinada friamente, apanhando de corrente.

Passaram-se alguns eternos minutos, e ouvimos alguém batendo na porta. Nós seríamos os próximos a  encontrar uma morte trágica e cruel. Mas não eram os assassinos malditos...

Era a Helena, ainda viva. Tiramos os móveis da frente da porta, para "socorrer a Helena, que devia estar gravemente ferida, mas conseguiu sobreviver ao ataque dos monstros".
Não, ela não estava ferida. E nos disse que o "homem das cavernas"tinha vindo apenas para pegar o nosso cachorro, o "Fofão", garanhão famoso nas redondezas por seus lindos filhotes vira-latas, para ter "uma noite de prazer erótico"com a cadela deles, que estava em seu "período fértil".

Por isso as correntes. Por isso, os amigos. Por isso o grito: Ô. E por isso, Helena ainda estava viva.


Disco Voador na minha terra natal!!!

Essa é do Globo.com...

Apareceu um disco voador no "Santa Tereza", bairro onde nasci e morei até me casar, em Embu das Artes:


24/07/2011 08h49 - Atualizado em 24/07/2011 18h54

Moradores contam ter visto suposto objeto voador não identificado em SP

Imagens do ocorrido em Embu, na Grande SP, foram para internet.
Aeronáutica e PM não registraram caso de óvni na região no sábado.

Do G1 SP
Moradores relataram ter visto um objeto voador não identificado (óvni) entre a noite de sábado (23) e a madrugada deste domingo (24) em Embu, na Grande São Paulo.
As cenas mostram luzes girando em torno de uma outra luz ao centro. Procuradas na manhã , as assessorias de imprensa da Aeronáutica, em Brasília (DF), e da Polícia Militar, em São Paulo, informaram que não registraram nenhuma ocorrência envolvendo óvni em Embu entre sábado e domingo.
“A terra há de me comer se eu estiver mentindo, mas eu vi um objeto em forma de disco com várias luzes piscando. Girava em torno do próprio eixo. Com luzes meio amareladas e uma luz azul bem forte piscando ao centro”, disse Cringer Ferreira Prota, neste domingo, por telefone ao G1. "Não sei o que era, mas não era balão. Pode ser que tenha sido um satélite americano, russo ou brasileiro".
Cringer afirmou ser policial militar em Embu, mas disse não ter procurado a PM para comentar o assunto. Segundo a testemunha, ele e outras 30 pessoas viram o suposto óvni próximo a um cemitério, no bairro Santa Tereza, em Embu. "Eu não filmei, mas muitas pessoas filmaram. Era bem grande, do tamanho de uma avião boeing. O que me chamou a atenção é que ficava estático".

terça-feira, 19 de julho de 2011

♪♫ Que tal morrer numa banheira sem espuma??? ♪♫ (parafraseando Rita Lee)

Era a minha segunda vez em Londres, mas a primeira em um rigoroso inverno.

Meu amigo Sam (que era Sandro no Brasil, mas agora que "engringolou de vez", virou Sam) tinhamos passeado o dia inteiro, naquele frio que nem tenho como descrever.

Chegando na casa dele, ele, já acostumado com o frio, sentou na sala e ficou jogando video-game, e eu, morreeeeeendo de frio, já fui direto tomar um banho de banheira.  Normalmente os europeus tem aquecedor em todos os cômodos, inclusive no banheiro, e no banheiro do Sandro não era diferente. O piso do banheiro era de carpete, inclusive.

Aí, lá vou eu preparar meu banho. Enquanto a banheira enchia (com uma água quente, escaldante), eu liguei o aquecedor, e fiquei esperando, sentado na privada.

A banheira encheu, o banheiro estava envolto em uma deliciosa neblina quente. Entrei naquela banheira quentinha, e descansei... ah, que delicia saber que naquele frio todo, lá estava eu escaldando como um frango prestes a ser depenado.

Já meio "narcotizado", resolvi sair do banho e me levantei de uma vez só. DE REPENTE!!!! (adoro o momento de repente, que nunca mais eu tinha feito)...

A minha pressão caiu, comecei a ver tudo escuro, e perdi a força das pernas.  Aos poucos eu fui desfalecendo, e tentando chamar o Sam, que jogava distraído na sala.

Fui descendo, descendo, até "depositar"o meu corpo desfalecido no carpete do banheiro, esperando a morte chegar. Só me passava pela cabeça: "Meu Deus, o que eu fui fazer da minha vida! Agora estou eu aqui, morrendo PELADO  em um banheiro em outro país. Vou pelo menos morrer de bruços, para esconder as minhas 'vergonhas'."

Eu não queria me entregar, e continuava tentando chamar o Sandro (ah, conheço ele como Sandro há uns 20 anos, não é agora que vou chamar de Sam, chega!). A voz sumia aos poucos, até que me entreguei. Mas a morte não vinha me buscar! Que brincadeira é essa? A morte tava pensando que eu era bagunça?

Enfim. A morte não veio, e no lugar dela, a minha pressão voltou. Fui voltando ao normal, minhas forças foram voltando, e eu consegui me levantar e aceitar que não havia morrido.

Me vesti e fui lá brigar com o Sandro, que estava omitindo socorro.
Ele falou:"Eu não ouvi nada... só achei que você estava demorando!".

Expliquei para ele o que tinha acontecido e ele falou que isso acontece com a maioria dos brasileiros que passam o seu primeiro inverno na Inglaterra. Com ele, inclusive, já havia acontecido.

Aí, eu não morri!

FIM

Harry Potter

Lembrei de uma situação com uma antiga namorada. Namorados sempre tem aquelas frescuras de falar no diminutivo, tipo neném, e dar uma de "sou feio(a)".

Aí, num desses momentos, essa namorada me disse: "Eu sou feia!"
Eu respondi: "Não, você não é feia não".
Ela retrucou: "Então me diga o que você não gosta em mim".
Aí, eu querendo dar uma de galanteador, saindo pela tangente, olhei para ela e vi uma marquinha vermelha bem no meio da testa... foi a minha deixa:
"Hmmm... o que eu não gosto em você é essa espinha na sua testa (falei da espinha, porque sabia que, como toda espinha, um dia ela iria sumir).
Ela olhou, super frustrada e disse: "Isso não é espinha. É uma cicatriz. E eu tenho trauma dela."

terça-feira, 12 de julho de 2011

Tiro dói?

Essa não é antiga... aconteceu HOJE.

Estava eu aqui trabalhando, tranquilo, como todos os dias. De repente, olho para a frente e vejo um homem que eu nunca tinha visto na vida. Camisa vinho, calça preta e paletó grafite, estilo "AugustinhoGrandeFamilia+Brechó".

Ele tinha o que chamo de "o olho do lagarto": é quando a pessoa é "vesga pra fora", deu pra entender?

Não deu tempo de pensar. Ele já entrou com uma mala, falando comigo que era do Paraná e que ia mostrar algo revolucionário. Deixou um folder meio amassado na minha mesa, colocou a bolsa preta grande no sofá que fica do lado da minha mesa e abriu o ziper (DA BOLSA, SEU PERVERTIDO!).

Comecei a ver tudo em câmera lenta... lembrei do caso da escola em Friburgo, e não consegui mais sequer me expressar. Só esperei ele tirar as armas e começar sa atirar em mim, com uma arma em cada mão.

"Meu Deus, eu vou morrer de tiroteio em plena terça-feira!?!?"Foi o pensamento que tive. Aí eu tentava mandar ele parar com aquilo, mas ele não parava de falar.

Outros pensamentos tomaram conta da minha mente: "Tiro dói?", "Tomara que ele atire direto na cabeça, pra eu não sentir que morri".... Aí comecei a pensar em coisas loucas, que só eu ia morrer, porque ouvindo o barulho, as pessoas das outras salas fugiriam.

Dentro desse curtíssimo espaço de tempo, ele abre a bolsa e tira um aparelho enorme, com uma luz vermelha de laser. Pensei que fosse a "mira laser"daquelas armas de filme. Apontou pra mim e perguntou: "Você digita muito?". Nem deu tempo de responder, quando ele já emendou a própria resposta: "esse aparelho é usado em clínicas de fisioterapia em todo o Brasil, tem esse laser infra-vermelho contínuo, que ajuda na circulação sanguínea... bla, bla, bla....".

Nesse meio tempo eu nem consegui prestar atenção no que ele me dizia, aí ele colocou o aparelho no meu ombro e ligou o aparelho, que começou a vibrar, aí  puxou meu braço e colocou esse aparelho no meu pulso: "Prá você que  tem tendinite, é ótimo" (detalhe: eu não tenho tendinite).

Aí falo: "Agora tira o tênis pra eu colocar o aparelho no seu pé". Eu respondi: "Não, eu não vou tirar o tenis". Nessa hora eu já estava voltando ao normal.

"Custa só R$300, mas eu posso fazer em 5 vezes de R$70, que não vai ficar uma parcela alta, e você vai poder pagar..."

A essas alturas eu já tinha certeza que não seria assassinado a sangue-frio, em plena terça-feira, por um desconhecido terrorista.

Graças a Deus. Ele foi embora... buscando mais uma vítima.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

O dia que fui procurar emprego no mercado

Quando eu tinha uns 9 anos, meu pai começou a me mandar procurar emprego. É sério! Qualquer um real que eu pedia pra ele, tinha que escutar uma meia hora ele contando a vida dele, que ele cuidava dos bois do pai dele, que ele arava a terra... só que estávamos na capital, em São Paulo, e ele não tinha boi, e muito menos terra pra arar...

Aí, em um dia perto do Dia das Mães, queriamos comprar um presente para a minha mãe, mas meu pai não queria dar o dinheiro. Aí, minha irmã resolveu procurar emprego... PRA MIM.

Eu tinha 9 ou 10 anos, e o primeiro lugar que fomos foi um mercadinho da vila. Pensamos que, como era um mercadinho pequeno, simples, eles iriam me querer.

Chegamos lá e ela já foi de cara procurar o gerente. Lembro que ele era loiro, de barba... tinha um jeito meio... como posso dizer... "flex" (deu prá entender, né?).  Parecia o Leão Lobo (agora não preciso ser mais exato, ok???) Perguntou o que ela queria, e ela, na lata, disse: "Eu vim procurar emprego para o meu irmão".

Ele perguntou: "Mas quem é o seu irmão?" Ela, sem palavras, apenas apontou para mim, como resposta.

Eu estava de camisetinha velha, shorts e chinelo de dedo. Na época era beeeeem magrinho, com uma cabeça enorme (isso é assunto para uma outra história)...
Ps.: ESSE NÃO SOU EU, É SÓ PRA ILUSTRAR

Ele olhou pra mim, chamou a menina do caixa, o cara do açougue, o repositor, o pacoteiro, e disse bem alto: "Olhem quem quer trabalhar aqui!!!"E soltou uma risada enorme, daquelas de jogar a cabeça prá trás. Todos começaram a rir juntos, apontando pra mim .

Ele voltou a si, jogou o cabelo para trás, limpou o rímel borrado nos olhos, arrumou a alça do sutiã (essa parte eu tô inventando), e disse: "Ah, pra trabalhar aqui, você vai precisar comer muito feijão..." E saiu, rindo, tipo Gisele Bündchen na passarela.

Dali pra frente eu comi tanto feijão... acho que foi por isso que deixei de ser magrinho. Mas também, nunca trabalhei lá.

E todas as vezes que vou visitar a minha mãe e passo naquele mercadinho - que ainda existe, e o Leão Lobo ainda trabalha lá, bem gordo agora - lembro dessa história. Um dia crio coragem e conto pra ele, no maior estilo "Baba, Baby".

http://www.youtube.com/watch?v=6FBT577aHKo



quinta-feira, 5 de maio de 2011

Junior e a simples tarefa de comprar óculos

Pois é.. o título acima seria normal, se eu não tivesse operado de miopia... mas, com o uso contínuo de programas gráficos no PC e agora no MAC, um pouco da miopia voltou. Aliás, já faz 12 anos que fiz a cirurgia, e um dia eu sabia que a miopia ia voltar mesmo... pois bem...

Lá vou eu em uma Ótica conceituada e barata, porque eu não posso gosto de gastar dinheiro a toa, e queria uma armação bem baratinha... que demorei para achar, pq bonito e barato, só amanhã.

Acabei encontrando uma bem interessante e barata, da marca própria da ótica, que encaixou direitinho no meu bolso  estilo. Fiz todo o processo de medidas de olhos, e tudo mais. Pronto! Dali a 5 dias úteis meus óculos estariam prontos! Mas como você leitor desse blog sabe, as coisas não são bem assim quando se trata de José de Arimateia. 

Para não passsar nervoso, esperei não 5, mas 7 dias úteis e liguei, só para me certificar de chegar na loja e realmente pegar meus óculos. A atendente, sempre solícita, me pediu para aguardar que ela iria verificar... ouvi no fundo da ligação umas conversas tensas (porque quando percebo que a pessoa só deixou o telefone fora do gancho e começou a conversar com a outra e dá para eu ouvir, fico caladinho, tentando ouvir TUDO), e ela volta com o seguinte papo: "Senhor Junior, eu vou estar verificando, e peço para o senhor estar aguardando eu estar retornando em breve, tudo bem?" O que eu poderia responder neste caso, né... "Tudo bem, eu aguardo".  Mal sabia eu que aí começaria a minha saga... quer dizer, eu sabia sim.

Esperei o retorno e nada... no final da tarde liguei de novo, e a atendente passa para a gerente. Aí, já percebi que o negócio tinha melado mesmo.  Veja só como a simples compra de um óculos com 0,5 no olho esquerdo e 0,25 no olho direito - para mim - vira um filme de terror e suspense uma novela:

"Senhor, o senhor levou as lentes de contato já, né?
"Lentes de contato? Eu não comprei lentes de contato!"
"E a armação, o senhor que trouxe?""
"Moça, eu comprei a armação aí com vocês, da marca da loja, no dia do pedido"
"Tem certeza que o senhor não trouxe uma armação"

Essa pergunta/afirmação de que eu tenho Alzheimer me fez estremecer... ela simplesmente quis me dizer, com essa frase, que eu sou um retardado, e que as minhas afirmações anteriores eram mentira. Me senti como a Julianne Moore no filme "Os esquecidos" .

Respirei fundo, e respondi, ainda calmamente:
"Não moça, como eu disse, comprei a armação aí, no dia"
"Então, Senhor... (esses "então Senhor" me dão calafrios) ... aqui consta no pedido: UMA LENTE (isso, só uma lente de óculos) , e UMA caixa de LENTES DE CONTATO. Mas nenhuma armação, pois aqui tá marcado que você trouxe a sua, mas não a encontramos˜.

Agora, paremos para pensar: o que eu iria fazer com UMA LENTE de óculos? UMA, e SEM ARMAÇÃO?! E uma caixa de lentes de contato???

Conversamos, expliquei para ela o absurdo e ela disse que iria estar verificando e logo mais estaria retornando e que era para eu estar aguardando ela estar ligando. Fazer o que? Esperar.

Depois ela ligou e disse que foi erro da atendende, pediu desculpas e disse que iria tentar encontrar a armação para enviar ao laboratório, e que eu deveria esperar mais 3 dias... 

3 dias depois eu ligo. A atendente, ao reconhecer a minha voz, estremeceu a dela: "Senhor, os seus óculos já estão prontos, mas o laboratório esqueceu de colocar no malote de hoje (terça-feira). Agora,  o motoqueiro volta na quinta-feira novamente, então MIL DESCULPAS (literalmente, MIL, porque depois de tanta confusão...) mas eu peço para o senhor estar aguardando eu estar retornando para estarmos marcando de o senhor estar vindo retirando seus óculos.

Iradíssimo, mas tentando não pecar, porque eu não quero ir pro inferno por causa de um óculos, respirei fundo e desabafei nas redes sociais (FB e Twitter)... e esperei.

Na quinta-feira recebo um TORPEDO, dizendo que infelizmente meus óculos não estavam prontos. NÃO ESTAVAM PRONTOS? Como assim, já que ela tinha dito que estava pronto, mas o motoqueiro esqueceu de trazer? Na sexta-feira de manhã eu liguei, e a conversa mudou:
"Senhor, seus óculos estão aqui, viu? PEÇO MIL DESCULPAS (ela errou a conta, porque essa já era a desculpa MIL E UM),  e o senhor pode vir buscá-los!  

Não acreditei, mas me calei mesmo assim. Antes de eu ir buscá-los ela me retornou:
"Senhor Junior, seus óculos chegaram, mas a armação está toda arranhada. Nem compensa te entregar assim. Já falei com a loja de Campinas, e eles mandaram para nós pelo SEDEX 10 uma armação igualzinha, novinha, e vamos fazer a transposição das lentes para a armação nova. "
"OK, mas quando eu posso pegar?"perguntei.
"Então... o Sedex chega amanhã, então, vamos receber, mandar no laboratório, e fica pronto na terça-feira. ""

Ok, o que eu poderia fazer? Não dava mais para cancelar, porque já tinha vindo na fatura do cartão, e quanto mais eu mexesse, iria piorar. Continuei me fazendo de cachorro morto.

Na terça-feira eu nem tive o trabalho de ligar para saber se chegou. E ela também nem teve o trabalho de me ligar. 

Quarta-feira pela manhã (ontem), recebo uma ligação:
"Senhor Junior (eu já estava clamando: SENHOR DEUS!) seus óculos já estão aqui, pode vir pegar. ""

Eu já não acreditava mais em nada, nem na morte do Osama Bin Laden (a propósito, cadê o corpo?). Mas, no almoço, fui na loja.

Cheguei lá e encontrei a vendedora de CHAMEGO com um menino de terno, DENTRO DA LOJA. Ela ficou sem graça e nem falou comigo, foi direto chamar a gerente.

A gerente, super solícita, veio me atender e mostrar meus sonhados óculos novos.  Mas a cara dela não tava legal... ela tava com cara de "Caguei no maiô branco"...  (pensou que ia acabar aqui, né?):

"Senhor Junior, recebemos seus óculos, mas eu queria  QUE VOCÊ VISSE COM SEUS PRÓPRIOS OLHOS (mas eu precisava dos óculos para ver, só que não os tinha ainda, por culpa dela mesma) mas a armação veio toda arranhada, descascada, de novo! Essa armação não é boa."

O mais engraçado é que a armação era da marca da própria loja! Pois é... estava terrível, tipo óculos de criança de 5 anos hiperativa.

Lamentei, lamentei e lamentei. Expliquei para ela a minha vida. Quase passei o endereço do blog pra ela,   pra ela entender a minha vida, o meu dia-a-dia, as minhas histórias.

No final, tive que escolher uma outra armação, agora muito mais cara e fora das minhas posses  de marca boa, e vou esperar até amanhã para, enfim, ter meus óculos. 

Mas eu ainda não consigo acreditar que essa história termina aqui... 


segunda-feira, 18 de abril de 2011

Junior eternizado no Google Street View

Subindo a 13 de maio hoje para almoçar, quem encontro: o carrinho da Google Street View!  Ah, nem perdi tempo, dei tchauzinho e tudo... afinal, vou ficar eternizado no Google agora! kkkkkkkkkkkkk...

Só espero que os Iluminattis não me persigam agora... ops, agora fiquei com medo. Será que eu deveria ter me escondido? Ah, meu Pai!!!

Junior e Clara no celular

No último sábado, logo após o culto dos jovens, recebo uma ligação do meu irmão, de SP. Conversamos um pouco para decidir sobre a viagem a Londrina na Páscoa, então peço a ele para falar com a Clara.

Logo que ela pega o telefone, me solta um: "Oi, fio" (fio é uma linguagem paraibanesca para dizer "oi, filho". Só que ela tem apenas 4 anos. " 'Cando' vocês vão 'vim' aqui... eu tô com saudade".

Conversa vai, conversa vem, ela me pergunta: "Tio,quando vocês vão ter um nenenzinho? É que eu adoro nenenzinho. Vocês vão deixar eu cuidar dele? Eu quero dar banho, trocar fralda... e quando ele fizer um aninho eu vou dar um montão de presentes para ele!

Perguntamos do olhinho dela (ela tem estrabismo, e tem que fazer uma cirurgia de correção), ela disse: "Eu não quero usar o tampão. Eu quero 'aperar loguinho' (isto é, operar logo). 

Emendando o assunto, ela diz: " Cando vocês vim aqui, vocês traz um presente?". Eu quero a casa da princesa, e quero um boneco do príncipe... mas, se for muito caro e vocês não tiverem dinheiro, não precisa trazer".

Quase chorei na hora... como eu amo essa menininha!


ps.: Bianca, eu amo você também, viu? Não fica com ciúmes... mas é que a Clara cortou meu coração com essa última frase dela!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

O dia que o Junior foi banido do Twitter

As histórias malucas que conto neste blog não ficam só no passado. Elas continuam acontecendo. Hoje mesmo o "destino" aprontou mais uma de duas travessuras comigo:

Eu sempre disse que nunca iria fazer uma conta no twitter. Que era a coisa mais ridícula do mundo ficar escrevendo e lendo o que é escrito no microblog em 144 caracteres.  Até que um dia, me rendi... E VICIEI!

Pois bem, como todos os dias, ao ligar o computador, prontamente digitei no Google Chrome o comecinho do site.... ao colocar "TW" já aparece a opção, com login, senha e tudo gravado. Porém hoje, o mesmo apareceu diferente... foi direto para a página inicial - bem feia e "séria", por sinal. Parecendo intranet de empresa. Bom, achei estranho, mas como o twitter tem dessas coisas, loguei e coloquei a senha. E no topo da minha página pessoal aparece, em inglês "This account is currently suspended. If we have suspended your account by mistake, please let us know by visiting Suspended Accounts".
Como eu tô com preguiça de traduzir, clique aqui  . Pois é... a minha conta no twitter foi SUSPENSA! Você deve estar pensando "O que ele fez de errado, para suspenderem a conta dele?"
Pois é... eu fiz algo de errado sim: eu criei uma conta. Só.


Porque, o José de Arimateia aqui, não precisa fazer nada para as coisas acontecerem com ele. 
BASTA ELE EXISTIR!





quarta-feira, 6 de abril de 2011

Carro alagado II - o retorno (ou "Junior e o cocô")

Já contei antes a história do meu pai passando - e ficando - de Fusca num alagamento. Pois essa não foi a única vez que passei por isso.

Quando ainda morava em Americana, já casado, a Ju e eu tínhamos um Corsinha vinho, acho que 1995. Era pau pra toda obra, e nunca deixou a gente na mão... quer dizer, QUASE nunca.

Uma vez estavamos chegando em Piracicaba, e estava chovendo assutadoramente! As ruas estavam começando a alagar, e ao invés de pararmos pra esperar a chuva acalmar, resolvemos seguir em frente. Como eu não dirijo, a Ju estava ao volante (claro).

Resolvemos pegar uma saída nova da SP, que tinha sido liberada a pouco tempo, então a gente não sabia que alagava... lá estavamos nós, arrumadinhos e "tomado-banho", quando o carro resolve "engazopar" no meio de um alagamento, em uma baixadinha.

Não tinha o que fazer. A minha única alternativa foi tirar o meu tênis (que estava estreando naquele dia), e descer de pés descalços, no meio da água, para empurrar o carro. Detalhe: ainda chovia mOOOOOOOOOOOOOOOOOito, e a água continuava subindo.

Mas, como para mim quando a coisa parece ruim, aí que vem o pior, ao descer do carro e pisar na água, meu pé esquerdo foi direto EM CIMA DE UM COCÔ, que estava lááááá no fundo da água.

Sério, gente. Como alguém em meio a uma imensidão de água vai pisar justamente no cocô? Pois é... eu senti aquele cocô mole subindo pelas frestas dos dedos do meu pé esquerdo. Mas não tinha o que fazer.

Além do risco iminente de pegar leptospirose, levei GRÁTIS uma pisadinha no cocô.

Nem preciso continuar a história. Depois dessa, vocês já devem ter rido muito da minha cara...
Tá bom, EU SOU CAGADO MESMO (literalmente)



                                                "Se todos fossem iguais a você..." (Tom Jobim)

quarta-feira, 30 de março de 2011

Junior e o galão de água

Algumas igrejas cristãs (católicas e evangélicas) realizam um retiro espiritual chamado "Encontro". Ali, passamos por várias ministrações, e somos muito abençoados. Eu mesmo passei por 7 desses. Pode, rir... ria mesmo! Mas, quem lê o meu blog sabe que eu precisei mesmo....

Em um desses 7, eu já era "veterano", e já sabia tudo o que iria rolar. Era o momento de silêncio total, todos buscando a Deus, super concentrados...

Uma  moça pegou em meu ombro e me pediu ajuda para virar um galão de água de 20 litros no filtro, que ficava bem na frente do lugar. Eu, dando uma de forte, levantei todo "pimpão", e fui em direção ao galão.

Tudo isso no maior silêncio.

Vou, pego o galão, tiro o lacre e o levanto, preparando para a "grande virada", que tem que ser de uma vez só, sem direito a erro. Quem já virou um galão desses entende o que estou falando.

QUANDO DE REPENTE.... (adoro essa hora!!!!)

O galão escorrega da minha mão, e SE ESPATIFA NO CHÃO,  jorrando água em direção aos pobres e concentrados irmãos. O barulho do galão foi bem alto, e a água se espalhou de uma vez só, como um tsunami em direção aos irmãozinho.
Algumas meninas gritaram, outros correram... acabou a concentração, acabou o trabalho espiritual.

Acabou a minha dignidade também, pois o líder do encontro olhava para mim como se eu tivesse feito o papel do diabo.






Por isso, quando me dizem que não estou gordo, que estou forte, eu respondo: "Forte não, eu tô gordo mesmo! Dá aí um galão de 20 litros de água pra ver se eu viro".

sexta-feira, 25 de março de 2011

10 Coisas que acontecem comigo normamente

1 - acaba o ingresso de cinema na minha vez
2 - a máquina de sorvete do McDonald's quebra - na minha vez
3 - cai o sistema para pagamento no débito - na minha vez
4 - a roupa/tenis que eu quero, tem em todos os tamanhos - menos o meu
5 - chove muito e aparece goteira em casa - SÓ em cima da MINHA cama
6 - a gata deu cria no guarda-roupa... de quem? NO MEU
7 - estou com 3 amigos, e só EU sou assaltado
8 - todos são servidos do prato principal - na MINHA VEZ, acaba o arroz
9 - dá um erro no sistema e alguns pagamentos vão atrasar - o MEU inclusive
10 - todos ganham ovo de Páscoa - só O MEU vem quebrado, ou do sabor que não gosto.

terça-feira, 22 de março de 2011

(post extra do dia) Casey Heynes - o herói na luta contra o Bullying

Quem lê esse blog dá muita risada das minhas histórias. Esta é a intenção dele, fazer rir.

Consigo rir e fazer rir dessas histórias hoje, mas quando as vivi, só eu sei o que sofri.
Eu e mais tantos outros meninos e meninas vítimas de Bullying.

Segundo a Wikipédia, Bullying[1] é um termo em inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully - «tiranete» ou «valentão») ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de bullying pela turma. (leia mais aqui) 

Na minha época, nem existia esse termo, ou não era conhecido como é hoje. O caso mais divulgado até hoje, aconteceu recentemente, envolvendo o menino Casey Heynes, de 14 anos.

Veja na matéria a seguir, publicada com legendas no Youtube a entrevista com este que passou de vítima para herói na luta contra o Bullying.


Espero que, a partir de agora, as pessoas - tanto crianças quanto seus pais - se conscientizem a respeito disso. E que, como a minha amiga Karina disse no Facebook, esse "câncer social" seja retirado de nosso meio

O dia que a Viviane quis ser a Cinderela

Teve uma época em que a gente montou uma "Companhia de Teatro". A minha irmã, Eliane e eu éramos os diretores desse grupo. 




Por conta disso, os melhores papéis eram nossos, sempre. A gente se apresentava toda semana na nossa rua, em frente ao bar do meu pai. A gente colocava lençol, pra fazer o papel de cortina. e usava as roupas da minha mãe e do meu pai mesmo, como figurino.

Uma vez decidimos encenar a "Cinderela". Eu era o príncipe, a Eliane a Cinderela, a Valéria (irmã da Viviane) era a madrasta e a Viviane era uma das irmãs feias da Cinderela.

Ela era gordinha, meio encardidinha, e não gostava de pentear o cabelo. Características perfeitas para o papel!

A peça ia se desenrolando ali mesmo, na apresentação, sem ensaio. Como sabíamos a história de cor, íamos fazendo assim, intuitivamente.

Assim, chegou um dos momentos cruciais da peça: a prova do Sapatinho de Cristal.

Eu, o Príncipe, convoquei todas as moças do reino para o evento, e fui experimentando o sapato em cada uma das meninas... só faltava uma menina, para chegar na Eliane e finalizarmos com chave de ouro a apresentação. A Viviane era a penúltima menina a experimentar o sapato.

Quando coloquei o sapato nela, o dito-cujo coube facinho. Aí, no meio da peça ela gritou: "SERVIU! EU SOU A PRINCESA!" 

Todos ficamos chocados! A Viviane estava sabotando a nossa "premiere"! Falei baixinho no ouvido dela: "Viviane, cala a boca... você não é a princesa, é a irmã feia. A princesa é a Eliane". 

Indignada, Viviane indagou, em frente ao público presente: "Por que eu não posso ser a princesa? O sapato serviu... eu sou a princesa sim!". 

Até que chegamos à triste realidade, e tivemos que revelar: "Viviane, você não pode ser a princesa, porque você  gorda. A Eliane é bonita e magra, e desde o começo, ela é a princesa". 

Demos um jeito de tirar a Viviane de cena, e terminamos a peça. O Príncipe carregando a Cinderela de verdade nos braços. E os ajudantes de palco carregando a Viviane para um lugar onde ninguém ouvisse seus gritos de revolta e indignação.


imagens: artista plástica norte-americana Aly Bellissimo