Quando eu era criança, mesmo crente, ia escondido com a minha irmã na minha vizinha umbandista, pra ver as coisas que aconteciam... era tudo super estranho, mas a gente tinha essa curiosidade de ver.
Uma vez ela pegou uma galinha, cortou o pescoço e a galinha saiu correndo com o pescoço pendurado por vários metros! Eu lembro que senti um medo e uma dor de morte naquele dia. E a minha mãe nem imaginava isso...
Lembro que, como morei durante toda a minha infância do lado desse centro, até decorei algumas músicas quando ouvia, e tinha que tampar os ouvidos e ficar falando "lálálálááááááá" prá não cantar junto.
Uma vez, em uma das festas realizadas lá, ela tinha que escolher 7 crianças de 7 anos prá montar uma mesa. Nesta mesa tinha umas cumbucas de barro, cheias de comida. Tinha arroz, frango, doces, pipoca, bala (com papel), vela, tudo misturado. Aí, eu xereta, tava lá no dia. E tinha SETE ANOS.
Ela me chamou prá "compor a mesa" e eu, sem saber dizer não, fui... todas as crianças na parede, sentadas no chão, e com a cumbuca entre as pernas... lembro que peguei um pedaço de frango, e veio todo melecado de "baba de quiabo", que ODEIOOOOOOOOOOOOOOO....
Só lembro que peguei, tentei colocar na boca, mas quase vomitei. Aí, vi uma delas dançando e balançando a saia perto de mim e disse: "Tia, tiaaaa. ô tiaaa", puxando pela saia dela. "JÁ ACABEI", eu disse, quando ela olhou prá mim. Isso sempre funcionava com a minha mãe, pensei que funcionaria com ela.
Ela respondeu, com os olhos brancos " UHM UHM vai tê qui cumê tudo"... e saiu rodando...
Eu não tinha mais o que fazer, e apelei para uma outra coisa que funcionava com a minha mãe: o choro.
Comecei a chorar, o choro mais alto da minha vida, entre lágrimas, berros e a frase: "EU JÁ ACABEI, TIAAA... COMI TUDOOO. PELAMORDIDEUS"
Sei que tudo parou... a mulher olhou prá mim, já com os olhos normais, e falou para os outros: "Leva esse menino daqui, que ele tá fechando a roda".
Aí me levaram para a rua, e eu fui prá casa, chorando...
Minha mãe, ao invés de me dar uma surra, só me abraçou, beijou e me falou prá não ir nunca mais lá... o que não obedeci na época...rsrsrsr.. e me lasquei em outras situações.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Junior e a atriz desconhecida
No ano passado fui a São Paulo, para o lançamento do livro de um grande artista gráfico do humor brasileiro. Várias pessoas famosas da área, gente fina e elegante... o autor autografando o livro e tirando fotos, enquanto os convidados se refrescavam com um Salton Flower Rosé (propaganda... quem sabe eles lêem e me dêem un$ agrado$).
Aí, chega a hora de fazer "network". Todo mundo trocando cartão, telefone, apresentando gente estranha um para o outro. Aí, aparece uma mulher super estranha, já senhora, loira, de pink, toda serelepe e marota, conservando o vigor e a "seiva" da juventude, que já foi embora a alguns anos e ela não percebeu.
Apresenta-nos uma garota meio alcoolizada. Meio gordinha, cabelos encrespados bem pretos, soltos ao vento, batom vermelho "Moulin Rouge", sorriso largo... trocando de taças sem ao menos acabar o vinho da taça que estava na mão. A senhora loira diz: "Essa é uma grande atriz da nova safra. Ela é de teatro, tem várias peças em cartaz, é diretora, escritora, dramaturga, e tem grandes idéias que vocês podem aproveitar em sua cidade".
A jovem atriz responde, já bem narcotizada: * "Zuzu beim? Muidu brazer.... eu zou di diadro, bais ixtou isdudando algumas brobostas para a TV. Logo vozêis vâm mi ver na delevizãum." distribuindo sorrisos tortos e desequilibrados a todos da roda.
Logo pensei: "Meu pai! Nunca vi essa menina na vida! Ainda mais com esse papo de ex-BBB, que está "estudando propostas..." Deve ser essas maconheirinhas de teatro, povo de vida livre, que representa "Macunaíma" pelado por aí..."
Não acreditei no papinho "de boteco" da menina. Sorri, prá não ser chato, e a roda se desfez...
Dia desses, a Ju e eu esperamos ansiosamente para ver uma série de TV, na Globo, inspirada na obra de um grande autor e cantor brasileiro, que, diga-se de passagem, é incrível.
Logo no primeiro episódio, vemos os protagonistas: essa eu conheço... esse eu conheço também, esse eu conheço, mas nem sabia que era ator! e essa menina não me é estranha, mas não lembro de onde....
Assistimos tudo, rindo encantados com a interpretação de cada artista...
No final do episódio, reconheço a menina estranha: era a atriz alternativa da recepção em SP, que eu nunca tinha visto na vida e em quem não acreditei. Agora não posso dizer que nunca mais a vi. Ela é famosa. Eu não.
*tradução: Tudo bem? Muito prazer... eu sou de teatro, mas estou estudando algumas propostas para a TV. Logo vocês me verão na televisão"
Aí, chega a hora de fazer "network". Todo mundo trocando cartão, telefone, apresentando gente estranha um para o outro. Aí, aparece uma mulher super estranha, já senhora, loira, de pink, toda serelepe e marota, conservando o vigor e a "seiva" da juventude, que já foi embora a alguns anos e ela não percebeu.
Apresenta-nos uma garota meio alcoolizada. Meio gordinha, cabelos encrespados bem pretos, soltos ao vento, batom vermelho "Moulin Rouge", sorriso largo... trocando de taças sem ao menos acabar o vinho da taça que estava na mão. A senhora loira diz: "Essa é uma grande atriz da nova safra. Ela é de teatro, tem várias peças em cartaz, é diretora, escritora, dramaturga, e tem grandes idéias que vocês podem aproveitar em sua cidade".
A jovem atriz responde, já bem narcotizada: * "Zuzu beim? Muidu brazer.... eu zou di diadro, bais ixtou isdudando algumas brobostas para a TV. Logo vozêis vâm mi ver na delevizãum." distribuindo sorrisos tortos e desequilibrados a todos da roda.
Logo pensei: "Meu pai! Nunca vi essa menina na vida! Ainda mais com esse papo de ex-BBB, que está "estudando propostas..." Deve ser essas maconheirinhas de teatro, povo de vida livre, que representa "Macunaíma" pelado por aí..."
Não acreditei no papinho "de boteco" da menina. Sorri, prá não ser chato, e a roda se desfez...
Dia desses, a Ju e eu esperamos ansiosamente para ver uma série de TV, na Globo, inspirada na obra de um grande autor e cantor brasileiro, que, diga-se de passagem, é incrível.
Logo no primeiro episódio, vemos os protagonistas: essa eu conheço... esse eu conheço também, esse eu conheço, mas nem sabia que era ator! e essa menina não me é estranha, mas não lembro de onde....
Assistimos tudo, rindo encantados com a interpretação de cada artista...
No final do episódio, reconheço a menina estranha: era a atriz alternativa da recepção em SP, que eu nunca tinha visto na vida e em quem não acreditei. Agora não posso dizer que nunca mais a vi. Ela é famosa. Eu não.
*tradução: Tudo bem? Muito prazer... eu sou de teatro, mas estou estudando algumas propostas para a TV. Logo vocês me verão na televisão"
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
(post extra do dia) - Minha mãe tem o umbigo santo
Essa é atual.
Minha mãe veio no finzinho do ano passado passar uns dias com a gente. Para aproveitar e curtir um pouquinho, fomos ao Teatro Municipal ver umas apresentações de "Tap Dance" (sapateado).
Enquanto esperávamos começar o espetáculo, um grupo de umbigada se apresentava no hall do teatro... dina Dida em volta, batendo o pézinho e as mãozinhas... aí, eu chego perto dela, bem no ouvido e falo:
"Mãe, se você ficar perto assim da roda, logo eles te pegam pela mão e te levam para a roda, pra dançar umbigada.
Ela arregala o olho, assustada e diz DISCRETAMENTE: "Deus me livre, meu umbigo é SANTO!!!!"
Não me lembro de ter dado tanta risada com ela como naquele dia. Não só eu, mas todos os amigos que estavam em volta... ainda bem que os dançarinos não escutaram!!!
Minha mãe veio no finzinho do ano passado passar uns dias com a gente. Para aproveitar e curtir um pouquinho, fomos ao Teatro Municipal ver umas apresentações de "Tap Dance" (sapateado).
Enquanto esperávamos começar o espetáculo, um grupo de umbigada se apresentava no hall do teatro... dina Dida em volta, batendo o pézinho e as mãozinhas... aí, eu chego perto dela, bem no ouvido e falo:
"Mãe, se você ficar perto assim da roda, logo eles te pegam pela mão e te levam para a roda, pra dançar umbigada.
Ela arregala o olho, assustada e diz DISCRETAMENTE: "Deus me livre, meu umbigo é SANTO!!!!"
Não me lembro de ter dado tanta risada com ela como naquele dia. Não só eu, mas todos os amigos que estavam em volta... ainda bem que os dançarinos não escutaram!!!
SÉRIE "A primeira vez na Paraíba"
A partir de hoje vou começar uma série de posts da nossa primeira viagem à Paraíba.
Tudo começou assim:
Eu tinha 5 anos, a Eliane 8 e o Rodrigo 1 aninho... fomos nós, a minha mãe e a minha avó Bia, mãe da minha mãe.
A viagem, de ônibus, durou 72 horas, e foi uma das piores coisas da minha vida. Aquilo não tinha fim... e como eu era criança e não pagava passagem, tive que ir no colo da minha mãe o tempo inteiro.
Sabe aquelas coisas de filme, que no ônibus tem noiva, galinha, bode, criança chorando, e daí para a frente? Só não encontramos a noiva.
Era terrível. Gente comendo farinha, gente vomitando, o meu irmão Rodrigo com diarréia, a minha irmã Eliane deprimida acordada de madrugada olhando para a janela, esperando ver alguma caveira ou monstro no meio do mato - ela jurou que viu vários no caminho - e eu, cansado, de colo em colo. E como paraíbano é um povo super receptivo, minha mãe tratou de fazer amizade com todo mundo e aquilo ali virou uma comunidade.
Até que o rapaz que veio sentado na poltrona do lado da minha mãe se dispôs a ajudar, aí eu dormia com as pernas esticadas no colo dele. Graças a Deus, era um pouquinho mais confortável. E o rapaz, super jovem, era muito legal... me dava bolacha, conversava, brincava... aí, não sei de onde tirei que o rapaz era o "namorado da minha mãe". Minha mãe era casada, não tinha rolado nada, mas na minha cabeça, ele era namorado dela!
Eu até tava acostumando com o meu "novo pai" , era tudo muito legal...até o dia que chegamos na Paraíba, cada um foi para o seu lado... e novamente, assim como na história de quando eu era bebê, e perdi pela primeira vez o "meu pai", (leia aqui) um senhor que eu nunca tinha visto na vida.
Continua...
Tudo começou assim:
Eu tinha 5 anos, a Eliane 8 e o Rodrigo 1 aninho... fomos nós, a minha mãe e a minha avó Bia, mãe da minha mãe.
A viagem, de ônibus, durou 72 horas, e foi uma das piores coisas da minha vida. Aquilo não tinha fim... e como eu era criança e não pagava passagem, tive que ir no colo da minha mãe o tempo inteiro.
Sabe aquelas coisas de filme, que no ônibus tem noiva, galinha, bode, criança chorando, e daí para a frente? Só não encontramos a noiva.
Era terrível. Gente comendo farinha, gente vomitando, o meu irmão Rodrigo com diarréia, a minha irmã Eliane deprimida acordada de madrugada olhando para a janela, esperando ver alguma caveira ou monstro no meio do mato - ela jurou que viu vários no caminho - e eu, cansado, de colo em colo. E como paraíbano é um povo super receptivo, minha mãe tratou de fazer amizade com todo mundo e aquilo ali virou uma comunidade.
Até que o rapaz que veio sentado na poltrona do lado da minha mãe se dispôs a ajudar, aí eu dormia com as pernas esticadas no colo dele. Graças a Deus, era um pouquinho mais confortável. E o rapaz, super jovem, era muito legal... me dava bolacha, conversava, brincava... aí, não sei de onde tirei que o rapaz era o "namorado da minha mãe". Minha mãe era casada, não tinha rolado nada, mas na minha cabeça, ele era namorado dela!
Eu até tava acostumando com o meu "novo pai" , era tudo muito legal...até o dia que chegamos na Paraíba, cada um foi para o seu lado... e novamente, assim como na história de quando eu era bebê, e perdi pela primeira vez o "meu pai", (leia aqui) um senhor que eu nunca tinha visto na vida.
Continua...
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Dida e o feijão vitaminado!
A minha mãe sempre foi preocupada com a alimentação dos filhos. Por isso, desde os 2 ou 3 meses, já nos alimentava com caldo de feijão, de mocotó, entre outros alimentos...
E quando mais velhos, sempre insistiu para a gente comer feijão, porque tem ferro, e isso é essencial para a nossa saúde.
Só que ela sempre achou que o feijão tinha "pouco ferro", então complementava o cozimento com um PREGO GIGANTE. Sim, ela colocava um prego na panela de pressão prá cozinhar junto com o feijão. Assim, iria deixar o feijão muito mais vitaminado!
+
= vitaminas!Hmmmm, diliçaaaa!!!!!
Em outras situações, ela aproveitava para fazer doce de leite, colocando para cozinhar com o feijão UMA LATA DE LEITE CONDENSADO! Calma, você não entendeu! Era uma lata fechada, ela não despejava o leite condensado no feijão.
Colocava a lata fechada, a água e o feijão. Aí, o leite condensado cozinhava junto com o feijão e virava doce de leite. E a lata do leite condensado fazia com que o feijão ficasse reforçado também, e mais vitaminado!
Viu como a minha mãe se preocupava com a gente?
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Os Silva na praia de Perequê
Todo o final de ano, a nossa vizinha umbandista fazia uma "excursão" para a praia de Perequê. Uma praia de pobre mesmo, de "pilinferia". Aquela coisa farofa com areia, véia de biquini, criança com diarréia...
Ela aproveitava que ia fazer seus "trabalhos de fim de ano", alugava um ônibus, e para aproveitar, chamava a rua toda prá encher ônibus, com a desculpa de que era apenas uma excursão.
E um dia, lá fomos todos nós na excursão para a praia de Perequê. O ônibus cheio daquelas mulheres gordas, todas de branco, e aquela cantoria "étnica" toda... e a gente lá, "os crente", no meio disso tudo.
Ainda no ônibus, o Bruno, que ainda era bebê de colo e sempre foi muito fraquinho, ficou com diarréia... ainda lembro que a minha mãe foi a viagem inteira trocando as fraldas dele, tadinha...
Depois de muito sufoco, cantoria, cheiro de cocô e muito mais, chegamos já de manhã. Todo mundo trocando de roupa na rua mesmo, doidos prá entrar no mar. Detalhe: era só ônibus e praia. Não tinha hotel, hospedaria, pensão, barraca, nada. Quem quisesse, que levasse sua sombrinha.
A Eliane e eu sumíamos na praia, e a minha mãe ficou com os dois pequenos - Rodrigo e Bruno - sofrendo na areia...
Neste meio tempo, demos falta do meu pai... "cadê o Zé?", era a frase de ordem da minha mãe. Rodrigo chorando, Bruno cagando, Dida chorando, Eliane e eu reclamando e o meu pai DESAPARECIDO!
As horas foram passando, as macumbeiras já tinham feito todo o trabalho e era hora de ir embora... todo mundo vestindo a roupa por cima do biquini e sunga, todo mundo queimado de sol, com as virilhas assadas de areia e água salgada... e nada do Zé aparecer. A minha mãe já tava chorando, se sentindo "a viúva do Perequê"
Ônibus cheio, todo mundo reclamando querendo ir embora e nada do Zé... até que um amigo apareceu gritando: "Achei o Zé, mas preciso de ajuda". Corremos até ele, que nos levou ao meu pai: bêbado, caído em uma moita. Parecia aqueles doces de mocotó: rosa de um lado e branco do outro.
Ele tava tão bêbado que caiu e dormiu na moita, embaixo de sol. Caiu de bruços, então só queimou as costas. Não sabia se ria ou chorava, vendo o meu pai branco na frente e vermelho nas costas.
Levantamos o "elemento", que não tinha força nenhuma nas pernas e só gritava "ai, ai", por causa das queimaduras...
E essa foi UMA das histórias de praia da família Silva!
Ela aproveitava que ia fazer seus "trabalhos de fim de ano", alugava um ônibus, e para aproveitar, chamava a rua toda prá encher ônibus, com a desculpa de que era apenas uma excursão.
E um dia, lá fomos todos nós na excursão para a praia de Perequê. O ônibus cheio daquelas mulheres gordas, todas de branco, e aquela cantoria "étnica" toda... e a gente lá, "os crente", no meio disso tudo.
Ainda no ônibus, o Bruno, que ainda era bebê de colo e sempre foi muito fraquinho, ficou com diarréia... ainda lembro que a minha mãe foi a viagem inteira trocando as fraldas dele, tadinha...
Depois de muito sufoco, cantoria, cheiro de cocô e muito mais, chegamos já de manhã. Todo mundo trocando de roupa na rua mesmo, doidos prá entrar no mar. Detalhe: era só ônibus e praia. Não tinha hotel, hospedaria, pensão, barraca, nada. Quem quisesse, que levasse sua sombrinha.
A Eliane e eu sumíamos na praia, e a minha mãe ficou com os dois pequenos - Rodrigo e Bruno - sofrendo na areia...
Neste meio tempo, demos falta do meu pai... "cadê o Zé?", era a frase de ordem da minha mãe. Rodrigo chorando, Bruno cagando, Dida chorando, Eliane e eu reclamando e o meu pai DESAPARECIDO!
As horas foram passando, as macumbeiras já tinham feito todo o trabalho e era hora de ir embora... todo mundo vestindo a roupa por cima do biquini e sunga, todo mundo queimado de sol, com as virilhas assadas de areia e água salgada... e nada do Zé aparecer. A minha mãe já tava chorando, se sentindo "a viúva do Perequê"
Ônibus cheio, todo mundo reclamando querendo ir embora e nada do Zé... até que um amigo apareceu gritando: "Achei o Zé, mas preciso de ajuda". Corremos até ele, que nos levou ao meu pai: bêbado, caído em uma moita. Parecia aqueles doces de mocotó: rosa de um lado e branco do outro.
Ele tava tão bêbado que caiu e dormiu na moita, embaixo de sol. Caiu de bruços, então só queimou as costas. Não sabia se ria ou chorava, vendo o meu pai branco na frente e vermelho nas costas.
Levantamos o "elemento", que não tinha força nenhuma nas pernas e só gritava "ai, ai", por causa das queimaduras...
E essa foi UMA das histórias de praia da família Silva!
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Junior no Zoológico
Quando eu tinha uns 6 anos, a minha família da parte materna se reuniu TODA prá ir ao Zoológico de SP. (só prá vc ter uma idéia, a minha mãe tem uns 14 irmãos, e cada um tem, em média, 2 filhos). Eramos em pelo menos umas 40 pessoas.
Todos felizes, vimos diversos animais e brincamos muito. Vimos uma movimentação na área do hipopótamo, e fomos correndo ver o que estava acontecendo... chegando lá, o povo tava irritando o coitado do bicho, que entrava e saía da piscina dele. QUANDO DE REPENTE (já dá prá imaginar, né... quando eu escrevo "quando de repente", aí vem porcaria) o hipopótamo começou a cagar (cagar mesmo, gente, porque não dá prá falar que o hipopótamo, com aquela bunda enorme, "fez cocô"). Só que ele não cagou como "gente normal", prá baixo... ele começou a rodar o rabo, e o cocô começou a voar prá todos os lados, atingindo todo mundo!!! Foi uma correria... aí ele ficou em paz, porque ninguém queria correr de novo o risco de ser atingido por cocô de hipopótamo.
Recuperados do medo e susto, fomos comer... todo mundo abrindo a mochila e tirando o pão com patê de sardinha, o bolo de cenoura com cobertura de chocolate, biscoito de polvilho, sequilhinhos... só faltava o refrigerante (ps.: como eu não sou tão novinho, não existia refri em garrafa PET no meu tempo... era só garrafa de vidro, então a gente não podia levar, que era perigoso). Aí o meu tio me pagou um copo de Coca do grande.
Eu lá, todo feliz com a minha cócona, aí, aparece uma abelha... eu MORRO de medo de abelha, já comecei a espantar aquela... aí apareceu mais uma, mais uma, mais uma...
Quando eu vi, o meu copo (não era o coRpo, era o COPO) tava parecendo aqueles caras que vão no programa do Gugu e ficam só de sunga, cheios de abelhas!
Eu só chorava e corria com o copo na mão, porque não queria perder a minha Coca-Cola. Naquele tempo, Coca-Cola era bem cara, não era coisa de se desperdiçar assim... só que não tive alternativa... joguei o copo para trás e corri, para me salvar daquelele ataque de abelhas malignas...
Chorei muito, fiquei sem refrigerante... e as pessoas, ao invés de se compadecerem de mim, riam alto, com a cabeça prá trás, o que me fazia chorar mais, de tanta tristeza e vergonha.
Todos felizes, vimos diversos animais e brincamos muito. Vimos uma movimentação na área do hipopótamo, e fomos correndo ver o que estava acontecendo... chegando lá, o povo tava irritando o coitado do bicho, que entrava e saía da piscina dele. QUANDO DE REPENTE (já dá prá imaginar, né... quando eu escrevo "quando de repente", aí vem porcaria) o hipopótamo começou a cagar (cagar mesmo, gente, porque não dá prá falar que o hipopótamo, com aquela bunda enorme, "fez cocô"). Só que ele não cagou como "gente normal", prá baixo... ele começou a rodar o rabo, e o cocô começou a voar prá todos os lados, atingindo todo mundo!!! Foi uma correria... aí ele ficou em paz, porque ninguém queria correr de novo o risco de ser atingido por cocô de hipopótamo.
Recuperados do medo e susto, fomos comer... todo mundo abrindo a mochila e tirando o pão com patê de sardinha, o bolo de cenoura com cobertura de chocolate, biscoito de polvilho, sequilhinhos... só faltava o refrigerante (ps.: como eu não sou tão novinho, não existia refri em garrafa PET no meu tempo... era só garrafa de vidro, então a gente não podia levar, que era perigoso). Aí o meu tio me pagou um copo de Coca do grande.
Eu lá, todo feliz com a minha cócona, aí, aparece uma abelha... eu MORRO de medo de abelha, já comecei a espantar aquela... aí apareceu mais uma, mais uma, mais uma...
Quando eu vi, o meu copo (não era o coRpo, era o COPO) tava parecendo aqueles caras que vão no programa do Gugu e ficam só de sunga, cheios de abelhas!Eu só chorava e corria com o copo na mão, porque não queria perder a minha Coca-Cola. Naquele tempo, Coca-Cola era bem cara, não era coisa de se desperdiçar assim... só que não tive alternativa... joguei o copo para trás e corri, para me salvar daquelele ataque de abelhas malignas...
Chorei muito, fiquei sem refrigerante... e as pessoas, ao invés de se compadecerem de mim, riam alto, com a cabeça prá trás, o que me fazia chorar mais, de tanta tristeza e vergonha.
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