Lá estávamos nós: minha mãe, meu pai, minha irmã Eliane e eu. Em Santo Amaro - bairro de SP que já falei aqui antes - indo em direção à casa da minha "vó Bia", mãe da minha mãe, no bairro do Grajaú. Não pense que o Grajaú de SP é chique, como o do Rio de Janeiro. É #pilinferia.
Naquele tempo não era esse caos que é hoje quando chove... mas já tava começando a ficar ruim. Perto da Avenida Guido Calói, sempre enchia.
Estávamos - Eliane e eu - muito felizes, pois o melhor acontecimento de nossas vidas sempre era estar com a nossa avó. De meias novas, usadas pela primeira vez prá passear, a gente brincava sem os tênis, em cima do banco traseiro do Fuscão Branco do meu pai. Era como se não houvesse amanhã... se fechar os olhos, consigo lembrar exatamente da cena, do cheiro, das risadas (fui romântico agora, né... mas deixa eu voltar ao normal, porque romantismo não é a proposta desse blog).
À nossa frente, um dos obstáculos: um alagamento.
Dentro do carro, um obstáculo ainda maior: meu pai bêbado, naquela vibe Superman comum a todos os bêbados.
"Zé, vamos fazer o retorno e procurar outro caminho", disse q minha mãe.
"Que nada, eu passo facinho!", respondeu, auto-confiante, Zé do Norte.
Aproveito para lembrar que uma das primeiras coisas que o meu pai fez ao chegar em SP foi comprar sua habilitação. Comprar, foi comprar mesmo!!! Ele não estudou, pagou prá ter mesmo
Zé do Norte respira fundo, da umas "aceleradas lindas" no fuca e vai forte... no meio do caminho, dentro do alagamento, o carro morre. Eliane e eu olhamos para baixo, quando vemos a água invadindo aos poucos o carro. A água não parava de subir, e começava a chegar na altura do banco... AMEAÇANDO NOSSAS MEIAS NOVAS!!!!! A gente gritava desesperadamente, e o meu pai falava: "Tá tudo sobre controle, eu sei o que estou fazendo!".
Sabia mesmo: estava fazendo mais uma de suas cagadas. Graças a Deus, perto dali tinha um bar, e um grupo de rapazes que viram a cena, se comoveram, e entraram na água, empurrando o carro do meu pai, que engazopou e teve que ficar por ali mesmo...
Nem lembro o que fizemos depois, se deixamos o carro lá e fomos embora, se ficamos esperando reboque. Só lembro que as nossas meínhas novas não se molharam. Graças a Deus!
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Zé do Norte e o futebol
Antes de começar a escrever, devo informar: o meu pai não gostava de futebol. NUNCA vi meu pai em frente à TV gritando um "GOOOOL" em algum jogo. Nunca vi meu pai jogando futebol. Ele nunca me deu uma bola de presente. Ah, e como todo mundo que não gosta de futebol, ele era "São Paulino".
Mesmo assim, no bairro onde ele tinha a casa do norte (Jardim Macedônia - Capão Redondo/SP... não preciso falar mais nada, né...), tinha um time de futebol, que não lembro o nome agora... E O MEU PAI ERA O PRESIDENTE DE HONRA DO TIME!
Sem ao menos saber a escalação do time, sem saber definir um "impedimento" ou até mesmo onde cada time deveria fazer o gol, sempre que o time dele jogava, lá estava ele. De terno branco, camisa vinho, com pelo menos 4 botões abertos (camisa normalmente tem 5 ou 6), correntes de ouro, sapato Oxford vinho de bico fino e um anel com pedra vermelha (ele dizia que era anel de advogado, mas ele só tinha até a 4ª série fundamental).
Não pessoal, eu não me enganei. Ele ia assim para o campo. Campo de lama, sem arquibancada, campão mesmo... de "pilinferia". O terno era tão branco (e ele ficava doido se sujasse) que parecia uma tapioca.
Mas não para por aí... para chegar ao campo, o pessoal do time passava na minha casa, com uma caminhonete, todos os jogadores na caçamba... e ele não ia na cabine não... Zé do Norte era um homem do povo, e como todo homem do povo, lá estava ele, na caçamba, de terno branco e todos os outros detalhes que citei acima. Ia e voltava na caminhonete, com seus "pupilos" amados. Aclamado por toda uma geração de jogadores de final de semana.
Todo orgulhoso por ser presidente do time do Jardim Macedônia!
Todo orgulhoso por ser presidente do time do Jardim Macedônia!
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
A Belina verde do meu pai
Dá prá perceber que tudo o que o meu pai tinha, tinha uma cor característica. Cueca roxa, belina verde. Pois bem, ele tinha uma belina verde que eu achava o máximo!
Eu achava que ele era rico, por causa da belina, que era um carrão, e tinha uma traseira enorme prá a gente brincar... uma vez estávamos eu, a minha irmã Eliane e a minha prima Cristiane, atrás da belina, indo para a casa do norte. Não lembro o por que, mas naquele dia decidimos ir todos de roupa branca (idiotice coisa de criança).
Pois bem, estávamos todos felizes na traseira do carro do meu pai rico, quando chegamos em uma subida. Belinona véia de guerra, meu pai deu um tranco prá subir, só que foi tão forte, que a porta traseira (do porta-malas) abriu, e a gente caiu na rua! Só que o meu pai não percebeu, então continuou dirigindo, e a gente gritando e correndo atrás do carro! Sei que chegamos na casa do norte (que ficava no alto dessa subida), meu pai parou o carro e nem deu conta de que, o final do caminho, percorremos todo a pé, correndo atrás do carro!
Eu achava que ele era rico, por causa da belina, que era um carrão, e tinha uma traseira enorme prá a gente brincar... uma vez estávamos eu, a minha irmã Eliane e a minha prima Cristiane, atrás da belina, indo para a casa do norte. Não lembro o por que, mas naquele dia decidimos ir todos de roupa branca (
Pois bem, estávamos todos felizes na traseira do carro do meu pai rico, quando chegamos em uma subida. Belinona véia de guerra, meu pai deu um tranco prá subir, só que foi tão forte, que a porta traseira (do porta-malas) abriu, e a gente caiu na rua! Só que o meu pai não percebeu, então continuou dirigindo, e a gente gritando e correndo atrás do carro! Sei que chegamos na casa do norte (que ficava no alto dessa subida), meu pai parou o carro e nem deu conta de que, o final do caminho, percorremos todo a pé, correndo atrás do carro!
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
A cueca roxa do meu pai
Meu pai adorava ficar só de cueca. Volta e meia, eu com meus amigos e amigas em casa, aparecia Zé do Norte cambaleando, de cueca. E fazia questão de cumprimentar todo mundo! De cueca. Imagina a cara dos meus amigos?Ele tinha cuecas de várias cores (várias mesmo: mostarda, verde limão...), mas a preferida dele era uma roxa, que ele usava com as meias roxas sociais, pra combinar, né? Afinal, de onde você acha que veio o meu estilo e bom gosto para roupas?
Mas não era só em casa que isso acontecia. Quando acontecia alguma coisa na rua - coisas do cotidiano, como um tiroteio, um assassinato, um assalto, enchente, briga de faca - ele logo saía pra ver. De cueca e meia!
TEra só acontecer um "forfé" na rua que entrava em ação: descia as escadas e ficava parado, não no portão, mas NA RUA: pézinho de lado, mão na cintura, cara de espanto, comentando o ocorrido com os outros vizinhos, com a maior naturalidade, como se cueca não fosse UNDERware (roupa de dentro, para os leigos).
Não tinha o que fazer... a minha mãe nem ligava mais. A cueca roxa do meu pai já era de domínio público. E publico não faltava: pra aplaudir e também pra apreciar, né, Genésia?
*nome fictício (arrasei, né? vai que dá processo???)
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
A overdose de Papais Noéis de chocolate
Ontem fui conhecer o Açaizeiro, aqui em Piracicaba, e joguei a toalha, ao pedir uma taça grande de açaí trufado. É imensa de grande, e acabei deixando a metade.
Isso me fez lembrar uma história de quando eu tinha uns 6 anos de idade. Meu pai também vendia doces na casa do norte, e um dia comprou uma caixa de Papai Noel de chocolate pra vender. Eram lindos! Tinha amarelo, verde, vermelho e azul. Fiquei encantado com aquilo, e logo, queria todos para mim. Eram uns 25 na caixa.
Passei o dia todo "brincando" com eles, esperando só o momento certo de dar o bote em um. Meu pai se distraiu, comi um. Foi atender um cliente, comi outro. Começou a jogar baralho com os amigos, aí eu fui comendo, comendo, comendo. Até que comi os 25!!!! Me esbaldei no chocolate - e acho que foi naquele dia que virei chocólatra! Eu fiquei totalmente narcotizado... ria sozinho, rodava, deitava no chão com as pernas prá cima (ainda acontece isso hoje quando como muito chocolate).
Meu pai estava tão empolgado com o baralho (e também já tinha tomado altas biritas), que nem percebeu o meu banquete. Fomos prá casa, e eu, ainda sob o efeito do chocolate, fui dormir.
Acordei no meio da noite com uma dor de barriga absurda... acho que tanto chocolate formou uma massa na minha barriga, que eu fiquei até com febre! A minha mãe não entendia o que estava acontecendo, e me perguntava o que eu estava sentindo... até que resolvi confessar prá ela que tinha cometido um genocídio com aqueles pobres papais noéis de chocolate.
Chocada com a minha confissão, mandou a minha irmã na farmácia comprar uma caixa de supositórios de glicerina.
Doeu mais na honra do que no "bumbum", propriamente dito, deixar a minha mãe colocar aquele mini supositório em mim. Depois daquela situação humilhante, degradante, para um menino de 6 anos fui dormir.
Quando de repente, cerca de meia hora depois, eu acordo com a minha barriga fazendo um barulho estranho, e movimentos que mais pareciam um alien se mexendo. Corri em direção ao banheiro, mas era tarde demais... os destroços do "acidente" foram ficando no caminho, e quando me sentei na privada, já não tinha mais nada. Resumindo, caguei na calça - e no chão também.
Naquele dia aprendi que com chocolate não se brinca - com papais noéis de chocolate, principalmente.
Isso me fez lembrar uma história de quando eu tinha uns 6 anos de idade. Meu pai também vendia doces na casa do norte, e um dia comprou uma caixa de Papai Noel de chocolate pra vender. Eram lindos! Tinha amarelo, verde, vermelho e azul. Fiquei encantado com aquilo, e logo, queria todos para mim. Eram uns 25 na caixa.
Passei o dia todo "brincando" com eles, esperando só o momento certo de dar o bote em um. Meu pai se distraiu, comi um. Foi atender um cliente, comi outro. Começou a jogar baralho com os amigos, aí eu fui comendo, comendo, comendo. Até que comi os 25!!!! Me esbaldei no chocolate - e acho que foi naquele dia que virei chocólatra! Eu fiquei totalmente narcotizado... ria sozinho, rodava, deitava no chão com as pernas prá cima (ainda acontece isso hoje quando como muito chocolate).
Meu pai estava tão empolgado com o baralho (e também já tinha tomado altas biritas), que nem percebeu o meu banquete. Fomos prá casa, e eu, ainda sob o efeito do chocolate, fui dormir.
Acordei no meio da noite com uma dor de barriga absurda... acho que tanto chocolate formou uma massa na minha barriga, que eu fiquei até com febre! A minha mãe não entendia o que estava acontecendo, e me perguntava o que eu estava sentindo... até que resolvi confessar prá ela que tinha cometido um genocídio com aqueles pobres papais noéis de chocolate.
Chocada com a minha confissão, mandou a minha irmã na farmácia comprar uma caixa de supositórios de glicerina.
Doeu mais na honra do que no "bumbum", propriamente dito, deixar a minha mãe colocar aquele mini supositório em mim. Depois daquela situação humilhante, degradante, para um menino de 6 anos fui dormir.
Quando de repente, cerca de meia hora depois, eu acordo com a minha barriga fazendo um barulho estranho, e movimentos que mais pareciam um alien se mexendo. Corri em direção ao banheiro, mas era tarde demais... os destroços do "acidente" foram ficando no caminho, e quando me sentei na privada, já não tinha mais nada. Resumindo, caguei na calça - e no chão também.
Naquele dia aprendi que com chocolate não se brinca - com papais noéis de chocolate, principalmente.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
A primeira desilusão amorosa - PARTE FINAL
Deu prá segurar a curiosidade? Pois aí vai a segunda - e pior parte - da historinha de ontem.
Depois de passar alguns dias chorando e perguntando "Por que?", o tempo foi passando e a dor diminuindo, até sumir. Nunca mais tinha visto a Ana Paula*, quando um dia, aos 25 anos, estava eu no ônibus indo trabalhar e quem aparece na minha frente: sim, a Ana.
Com um grande sorriso, senta-se do meu lado e começamos a conversar, contando as coisas engraçadas que passamos na escola. Como andar de ônibus em SP demora no mínimo 1h30, deu prá conversar bastante. Ela contou sobre seu irmão, que havia falecido, contou sobre a faculdade, sobre sua mãe... até que chegamos no assunto pendente: o grande "POR QUE".
Eu perguntei se ela tinha lido a cartinha, ela riu e disse que sim. Aí perguntei: "Se você leu a cartinha, por que naquele dia você começou a namorar com o Paiol? Todo mundo tava comentando, e eu fiquei arrasado na época."
Então ela me contou o que aconteceu
Naquele dia que coloquei a cartinha na mochila dela, ela só a encontrou quando chegou em casa. Feliz, por ler O QUE HÁ ANOS AGUARDAVA, ficou muito feliz e perguntou para a mãe dela se podíamos namorar, o que a mãe dela aprovou.
No dia seguinte, escolheu a melhor roupa, o melhor perfume, e foi toda bonita me encontrar, para me dar o SIM tão esperado.
No caminho, encontrou o Paiol*, que a cumprimentou e conversou assuntos que não tinham nada a ver com namoro.
Quando foi ao meu encontro, no horário marcado, estranhamente eu a evitei, cumprimentando apenas a Silvânia*, e virando a cara pra ela. Naquele dia ela ficou muito mal, foi pra casa e chorou muito, e por dias perguntou "Por que?"
Hoje entendo... sabe POR QUE? Porque encontrei o meu amor bem longe, em Piracicaba, e deixei tudo prá viver com ela.
*nomes fictícios, para preservar a identidade das pessoas em questão.
Depois de passar alguns dias chorando e perguntando "Por que?", o tempo foi passando e a dor diminuindo, até sumir. Nunca mais tinha visto a Ana Paula*, quando um dia, aos 25 anos, estava eu no ônibus indo trabalhar e quem aparece na minha frente: sim, a Ana.
Com um grande sorriso, senta-se do meu lado e começamos a conversar, contando as coisas engraçadas que passamos na escola. Como andar de ônibus em SP demora no mínimo 1h30, deu prá conversar bastante. Ela contou sobre seu irmão, que havia falecido, contou sobre a faculdade, sobre sua mãe... até que chegamos no assunto pendente: o grande "POR QUE".
Eu perguntei se ela tinha lido a cartinha, ela riu e disse que sim. Aí perguntei: "Se você leu a cartinha, por que naquele dia você começou a namorar com o Paiol? Todo mundo tava comentando, e eu fiquei arrasado na época."
Então ela me contou o que aconteceu
Naquele dia que coloquei a cartinha na mochila dela, ela só a encontrou quando chegou em casa. Feliz, por ler O QUE HÁ ANOS AGUARDAVA, ficou muito feliz e perguntou para a mãe dela se podíamos namorar, o que a mãe dela aprovou.
No dia seguinte, escolheu a melhor roupa, o melhor perfume, e foi toda bonita me encontrar, para me dar o SIM tão esperado.
No caminho, encontrou o Paiol*, que a cumprimentou e conversou assuntos que não tinham nada a ver com namoro.
Quando foi ao meu encontro, no horário marcado, estranhamente eu a evitei, cumprimentando apenas a Silvânia*, e virando a cara pra ela. Naquele dia ela ficou muito mal, foi pra casa e chorou muito, e por dias perguntou "Por que?"
Hoje entendo... sabe POR QUE? Porque encontrei o meu amor bem longe, em Piracicaba, e deixei tudo prá viver com ela.
*nomes fictícios, para preservar a identidade das pessoas em questão.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
A primeira desilusão amorosa
Conheci a Ana Paula* na primeira série. Nós dois éramos do grupo dos mais inteligentes da sala. Os dois usávamos óculos, sentávamos na frente, e concorríamos para ser o coordenador de classe - cargo que revezávamos a cada nova eleição.
*nomes fictícios, para preservar a identidade das pessoas em questão.
Estávamos sempre juntos. Afinal, como eu, ela também era rejeitada pelos outros por ser nerd. E foi assim até a quarta-série, quando ela começou a mudar, ficar mais moderninha, fazer outras amizades e por fim, decidir mudar-se de escola. Eu fiquei em pânico! A minha melhor amiga, com quem eu me identificava tanto, estava indo embora... com o choque, acabei descobrindo - ou assumindo - que nesses quatro anos juntos, eu sempre fui apaixonado por ela. Só que parecia tarde demais, pois ela já tinha feito a transferência para a outra escola e já estava tendo aulas lá... e agora, o que eu ia fazer?
Uma amiga em comum - outra nerd chamada Silvânia* - me contou que no dia seguinte, a Ana Paula iria nos fazer uma visita, e aí encontrei a chance de me declarar para ela. Porém, eu sempre fui muito tímido, então resolvi escrever uma cartinha me declarando e a pedindo em namoro.
No dia seguinte, lá estou eu, com a cartinha no meio do caderno, esperando a Ana chegar. Ela chegou, e reuniu todos os alunos da sala em volta dela, afinal ela era a menina corajosa, que decidiu mudar de escola, e talz.... estava se tornando popular. Eu ali do lado, tentando uma chance, esperando um momento de distração para colocar a cartinha na mochila dela. Ela se levanta e vai até o pátio, e encontro ali a minha chance. Coração na garganta, respiração ofegante, mãos tremendo, corro, abro o zíper na mochila e consigo depositar a cartinha! Missão cumprida, era agora ou nunca!
Na cartinha, além da declaração, eu a pedia em namoro e, caso ela aceitasse, combinei que ela me procurasse na escola no dia seguinte às 16h15 (horário do intervalo), para conversar. Ansioso como sou, não consegui nem dormir direito naquela noite.
No dia seguinte, me arrumo todo, passo perfume, visto a minha melhor roupa e vou para escola, preparado para o grande dia.
Logo que chego na escola, o que vejo: Ana Paula e o menino mais bonito e badalado da escola - Flávio Paiol* - conversando no portão. Meu mundo caiu (como na música de Maysa). Fiquei muito arrasado. Ao entrar na sala de aula, encontro todos comentando que a Ana Paula estava quase namorando o Paiol (agora sim, ela estava assumindo definitivamente o posto de "a popular".
Fiquei muito triste, nem prestei atenção na aula. Na hora do intervalo, horário marcado para conversar, saí para o pátio, e vi que na minha direção vinha Ana Paula e Silvânia. Com o coração apertado, sentindo o gosto amargo da primeira desilusão amorosa, cumprimentei: "Oi, SILVÂNIA", e fingi não ver Ana Paula. Passei direto e fui, rumo ao desconhecido. Ao chegar em casa chorei muito, desiludido e pensando que não sobreviveria a tamanha dor.
**CONTINUA....
*nomes fictícios, para preservar a identidade das pessoas em questão.
** sei que dá ódio em quem lê, mas sempre quis usar esse artifício para deixar as pessoas mais curiosas pelo que está por vir, e as obrigando a voltar ao meu blog!!!!! Prometo que vou fazer o possível para não fazer mais isso!!!
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